31 de janeiro de 2010

Tributo a Cramps e homenagem a Lux Interior



Esta quinta-feira, 4 de Fevereiro, no Armazém do Chá, um tributo aos Cramps, atrevo-me a dizer a melhor banda do mundo, que não faz muito tempo visitou Portugal com uma presença em Paredes de Coura. Uma homenagem que vem honrar o vasto legado musical deixado pelos Cramps numa carreira ímpar na música de mais de trinta anos, que fez deliciar os fãs com uma atitude em palco visceral e despida de pudor. Lux Interior e Poison Ivy foram a cara e alma dos Cramps e do psychobilly. Um ano após o falecimento do enorme vocalista dos Cramps, desaparecido com 62 anos, quatro amigos do Porto estão aí para prestar o devido reconhecimento. A não perder no Armazém do Chá uma viagem ao universo musical e visual dos Cramps, segundo os «The Crabs».

Erick Lee Purkhiser ou melhor Lux Interior, um dos melhores performers que existiu dessa forma arte absurda que é o Rock’N’Roll morreu há 1 ano. Com ele morreu uma das bandas que mais contribuiu para o imaginário do género, uma banda que sem querer criou um sub-género (o psychobilly) sendo muito maior que as fronteiras desse sub-género – THE CRAMPS.
A banda foi fruto do encontro de Erick com Kristy Wallace (também conhecida como Poison Ivy) que se conheceram na primeira metade da década de 70 na Califórnia. Depois de muita conspiração e muitos ácidos rumaram para Nova Iorque, onde a banda ganha projecção integrada na efervescente cena associada a clubes como o C.B.G.B.’s e o Max Kansas City que fez despoletar movimento punk antes dos ingleses saberem o que isso era. A sua música era uma mescla marada de rockabilly, psychadelia, surf e garage dos 60´s; Lux Interior um Frankenstein bizarro que rugia como um lobisomem, encharcando as suas performances psicóticas em vinho tinto; The Cramps uma banda com um imaginário único construído com voodoo, humor negro, horror kitsch de série B e sexo perverso.
Com elementos a entrarem e a saírem, Lux e Poison Ivy mantêm os Cramps em actividade mais de 30 anos, gravam 13 álbuns de originais e mantêm um nível de qualidade invejável ao longo desse tempo…até ao fim. Lux Interior morre em 2009 ao 62 anos (para quem os viu nos últimos anos ao vivo será difícil acreditar que o homem tinha essa idade)
Com a impossibilidade de termos THE CRAMPS a actuar no primeiro aniversário da morte de Lux Interior teremos THE CRABS – oferecido por 4 prostitutos com provas dadas na má vida: Júlio Verme (ex-Cabeças de Gado), André Cruz (Sizo), Nuno Silva (Os Tornados) e Ivo Guimarães (ex-Alley Kings). O som crampesco durante a noite estará a cargo dos C.B.G.B.´s (também conhecidos como Cruzes, Bentania, Guimas e Bareja). No Armazém Do Chá no dia 4 de Fevereiro

28 de janeiro de 2010

Mais uma de Just Honey a fechar o mês

Ora ora, a dj mais rockabilly do Porto lado a lado com o dj mais oitentas a deixar pistas de uma noite satisfatoriamente desgovernada na condução de estilos, desconcertante mas palpitante. DJ Just Honey e DJ Zezé vão fazer a festa em conjunto sábado (30) no Rendez Vous...Não faço prognósticos mas conto marcar presença...Façam o mesmo.

SUGESTÃO PARA ESTA NOITE - OS TORNADOS


Surf rock português de qualidade esta noite (sexta-feira) no Armazém do Chá...ao som de temas que sugerem uns bons passos de dança...Atentem no Catraia e noutros pedaços musicais bem conseguidos. Os Tornados - antigo Conjunto Contrabando - estão aí para seduzir a audiência. Logo a seguir as ondas sonoras pertencem aos Sete Magníficos...

Rua do Almada renova comércio e recupera alma



Uma revolução com três anos representa a história mais recente da Rua do Almada, situada na baixa da cidade do Porto, invadida no bom sentido do termo por uma panóplia de lojas alternativas, tão diversas quanto complementares, mas, acima de tudo, de cariz absolutamente inovador. A rua do Almada vive hoje com uma imagem renovada, especialmente nos novos públicos que chamou, mediante um conjunto de espaços directamente ligados às correntes artísticas que vieram redespertar um comércio mais específico. O aparecimento de várias lojas num reduzido espaço temporal projectou a Rua do Almada e transformou-a numa zona acentuadamente apetecível para os jovens.
Vestuário, música, ou livros são artigos que podem ser facilmente encontrados em lojas como a Louie Louie, Lost Underground, Retro Paradise, Zona 6 ou Maria vai com as Outras, para não falar também do 555, que funciona mais como lugar de regular intervenção cultural. A Rua do Almada convida à curiosidade, e a perdição por o mais raro vinil ou por uma determinada peça de vestuário vintage constituem exemplos bem comuns de todos os que cederam aos encantos desta importante artéria do centro do Porto, bem necessitada, contudo, de obras de requalificação, que a Câmara Municipal vai tardando em constatar.



Reposta alma no Almada, abriram-se outras razões de apelo à circulação na rua, e os tradicionais estabelecimentos de ferragens foram ultrapassados por lojas abertas a novas tendências, que abarcam a música, a roupa e até mesmo os livros e o artesanato. Espaços múltiplos irromperam nos últimos três anos pela Rua do Almada, e fizeram atrair atenção geral, em particular dos mais novos, dos estudantes ou simples curiosos, e também dos turistas, com relevo para os espanhóis, que não demoraram muito a apegar-se à variedade de lojas por aí disseminadas. Os discos são a mais forte atracção presente na nova Rua do Almada, e uma vasta colecção e vinis é imagem de marca de locais como Louie Louie, Lost Underground, Zona 6 e a Retroparadise. E todos apresentam perspectivas variadas na propagação do seu comércio, o que tem feito notar uma admirável onda de solidariedade e apoio entre a globalidade dos espaços.

«O facto da rua estar tão bem composta tem ajudado bastante, e no meu entender tem sido bom para toda a gente. Está em causa uma concorrência saudável e até deveriam aparecer mais espaços. Quem visita uma loja, acaba por visitar as outras, particularmente ao sábado, que é o dia mais concorrido, com muitos turistas, especialmente galegos», refere Rui Quintela, proprietário da Louie Louie, visão claramente comum a outros responsáveis.

«As lojas vão apoiando-se em termos de material, e o facto de tudo estar concentrado nesta rua tem sido positivo para todos», destaca Óscar Pinho, da Lost Underground.

E como foi possível revitalizar uma degradada e votada ao abandono Rua do Almada? Em abono da verdade e olhando a muito dos exemplos verificados, esse esforço de relançamento surgiu mesmo dos próprios moradores, numa importante maioria retratada em jovens com fortes e interessantes motivações artísticas.

«Moro aqui há sete anos, e antes não havia rigorosamente nada. Hoje boa parte do meio artístico do Porto instalou-se nesta rua e as coisas foram surgindo. Somos quase todos conhecidos e amigos», assinala Mariana Faria, que gere com mais um sócio a Zona 6.

Este foi, então, o ponto de partida na construção de um espectacular fenómeno de dinamização desta zona específica da Baixa do Porto, processo que ficou depois mais facilitado face à incrível diferenciação no valor da rendas praticadas em todo o centro da cidade. Os preços convidativos da Rua do Almada funcionaram como derradeiro impulso ao surgimento de estabelecimentos alternativos, e a abertura de lojas tem-se sucedido deste 2003. A Retroparadise transferiu-se para lá em 2003, logo depois apareceu a Louie Louie, e no ano passado o boom no Almada trouxe a Zona 6, a Maria vai com as Outras e a Lost Underground. Todos os quantos que estão hoje instalados no Almada convergem também na ideia de ser possível fazer crescer ainda mais esta tendência de afirmação da rua no centro da cidade, enquanto pólo aglutinador de múltiplos interesses artísticos, culturais e turísticos. Nesse sentido, urgem exactamente um conjunto de obras de reabilitação de lugares especialmente ultrapassados com os anos, bem como simples mas regulares operações de limpeza dos passeios, isto com a finalidade de satisfazer e estimular a circulação na Rua do Almada.

«É pena que vá faltando vontade política para reavivar a baixa do Porto», critica Óscar Pinho, numa ideia que encontra total sintonia de Ana Caeiro, uma das três sócias da Maria vai com as Outras.

«Existe muita coisa por ser melhorada na Rua do Almada, que tinha obrigatoriamente que estar mais limpa. Nem sequer existe um serviço de recolha de lixo regular. Sabendo que este é hoje um lugar com potencial turístico na baixa do Porto, só se compreendem estas carências por desinteresse de quem é autoridade na cidade».

Registos dos espaços mencionados no artigo:

Louie Louie


Esta loja nasceu da iniciativa de Rui Quintela, que juntou à Louie Louie de Braga uma outra no Porto, alojando-a na Rua do Almada em Março de 2004. As apostas preferenciais são os vinis e os cd’s usados, não tendo a loja grandes restrições em termos de géneros musicais. O carácter ecléctico está bem presente na distribuição de todos os artigos pelo espaço da Louie Louie, desde o rock ao metal, do pop ao soul, e do funk ao ska. O indie/rock é, porventura, o estilo que recolhe maior procura dos clientes habituais da loja. Dvd’s de todo o género, a preços simpáticos, também podem ser adquiridos. O vasto acumulado de cd’s usados constitui, no entanto, o ponto mais forte na capacidade de oferta da Louie Louie, tratando-se de uma das mais completas fontes de recurso sedeada no Porto para aquisição de material em segunda mão.

Lost Underground


Espaço inaugurado por Óscar Pinho em Julho de 2006, juntamente com a sua companheira Yolanda. Após 10 anos como sócio na Piranha, Óscar, baixista dos Motornoise, um dos grupos mais carismáticos do punk portuense, preferiu montar o seu próprio negócio, e encontrou as condições ideais à sua implementação na Rua do Almada. Na Lost Underground já é visível um maior direccionamento das apostas a géneros mais específicos. Sobressai, sobretudo, a qualidade da secção música experimental e jazz, e algumas apostas de cariz mais específico, como uma zona apenas dedicada ao stoner rock. Os vinis são outra atracção no interior da Lost Undergroud, mas é o próprio responsável, que reconhece a maior gama de oferta da Louie Louie e Retroparadise. Com aspecto de novidade quanto à variedade de propostas encontradas no Almada, destaca-se a introdução da venda de t-shirts de importantes bandas internacionais, e a disponibilização de revistas de referência no âmbito da música. Mais recentemente, a Lost Underground passou a receber concertos ao fim-de-semana, ao final da tarde, aproveitando nomeadamente a passagem de algumas bandas internacionais pela cidade do Porto.

Zona 6


A Zona 6 estabelece-se na Rua do Almada em Março de 2006, trazendo consigo um conceito inovador, sendo uma das raras lojas no país a gravar música em formato vinil por unidade. Para esse efeito, apresenta-se com um estúdio muito bem equipado, que vai correspondendo a preceito a todos os pedidos. Paralelamente, e por tendência natural dos seus responsáveis, a Zona 6 funciona também como espaço dedicado à produção musical, movendo-se, nomeadamente, dentro da música electrónica, hip-hop ou reggae. Fora destas áreas, a loja em si, embora de dimensão reduzida, aposta, sobretudo, na venda de discos (formato cd ou vinil) respeitando géneros para os quais está especialmente vocacionada, casos do drum’n’bass, breakbeat, dj tools, reggae, hip-hop, dub ou funk. Na Zona 6 é ainda possível encontrar todo o tipo de acessórios para dj, equipamento áudio para dj’s e músicos, ou até mesmo instrumentos musicais. Por outro lado, um pouco de forma a dar continuidade ao seu trabalho técnico de consolidação da qualidades de muitos projectos musicais, os elementos que gerem a Zona 6 estão ainda ligados à produção de eventos, que tanto podem realizar-se no âmbito da designada world music, como nas diversas vertentes da música electrónica.

Maria Vai com as Outras


Mesmo diante da Zona 6, situa-se a Maria vai com as Outras, um espaço que assume um cariz diferente, simultaneamente comercial e cultural, dedicado a artigos de autor e peças de artesanato. Uma oferta complementar marca a existência deste lugar, inaugurado em Abril 2006. A Maria vai com as Outras é muito mais que um local comercial, e demonstra vocação de estrutura com apetência para variado leque de manifestações culturais, tais como exposições, eventos de música, cinema ou teatro, dispondo para este efeito de uma cave. A livraria é, porventura, o ponto que destaca o espaço dentro do fenómeno da Rua do Almada. No interior da loja é também possível encontrar uma cafetaria.

555


Inaugurado a 05-05-2005, esta foi a combinação chave por detrás do nome atribuído a este espaço, somado ao facto de ocupar idêntico número residencial na Rua do Almada. A casa em questão, outrora uma carpintaria, foi reabilitada após sete anos de absoluto esquecimento. Em poucos meses, o 555 adquiriu o seu peso na cidade pela capacidade de intervenção cultural que veio oferecer ao Porto. Um conjunto de múltiplas divisões abre as portas a um rol alargado de actividades no espaço 555, e com muita regularidade podem-se apreciar exposições ou sessões de cinema, ou ainda assistir a workshops. A vertente de animação nocturna também entra nos objectivos da Direcção da Associação Concepções sem Pecado, a quem pertenceu a ideia do projecto 555 na Rua do Almada. Música variada e diversos dj’s convidados costumam dar vida às pistas distribuídas pelas inúmeras salas de um espaço, que, pontualmente, está também destinado ao acolhimento de alguns concertos. Cafetaria e bar completam o leque de opções disponíveis na 555.

Retroparadise


Após algum tempo sedeada no Bolhão, a Retroparadise foi a primeira loja a marcar a diferença ao implementar-se na Rua do Almada, trazendo nova aragem ao comércio típico da zona. O avanço da Retroparadise consumado em 2001 serviu de estímulo a todos os demais que vieram a estabelecer lojas alternativas na Rua do Almada. A roupa continua a ser, sem dúvidas, a imagem mais forte que transporta para o exterior, recuperando peças absolutamente raras de vestuário vintage, revivendo a história à luz da indumentária própria de cada época. Na Retroparadise tudo é reciclado e os estilos são renovados mediante uma estética muito particular, capaz de atrair públicos completamente diferenciados. Além da roupa, a Retroparadise sempre se destacou na oferta de uma vasta colecção de vinis, que percorrem os mais distintos géneros musicais, tais como o blues, o rock’n’roll, soul, jazz e música psicadélica, bem como música portuguesa ou brasileira.


Conteúdo recuperado de uma reportagem exposta no primeiro site da Audiência Zero - www.audienciazero.org/eixo. A Rua do Almada continua em alta e desde este trabalho nota para a mudança de local da Louie Louie, agora uns metros mais abaixo, dividindo espaço com a Embaixada Lomográfica. No seu sítio aparece agora a Inktoxica Tattoo, inaugurada o ano passado por Óscar Gomes,em acto que coincidiu com a realização da segunda edição de 'Alma na Rua'.

Reportagem realizada a 18 de Maio de 2007

Texto: Pedro Cadima
Fotografia: Daniel Bento

El Beasto - Corunha


Cidade de muito rock'n'roll, banhada pelo Atlântico, colorida pela praia, a Corunha é uma descoberta obrigatória na Galiza. Entre muitos locais de interesse - relevantes museus, excelentes restaurantes, ruas de vinhos e tapas, uma fábrica/cervejaria da Estrela Galiza, notáveis salas de concertos, existe também uma loja essencial para amantes de música e roupa alternativa. EL BEASTO SHOP é um espaço de referência, que apesar da área reduzida, oferece um vasto leque de artigos imperdíveis. Do cd ao vinil, das t-shirts ao calçado, passando pelas vistosas máscaras mexicans, sobram razões para conhecer o manancial de recurso desta loja bem central da Corunha. Rock'n'roll, punk, garage são os estilos que rapidamente se percebem como dominantes na decoração da El Beasto. O site é outra mais-valia, facultando compras variadas pela internet.

http://www.elbeasto.com/

Primeiro Alta Baixa de 2010


É já este fim-de-semana que chega a primeira edição Alta Baixa de 2010, o evento que faz da Rua Passos Manuel uma artéria de forte e intensa circulação cultural, sobressaíndo a vertente musical com concertos e dj sets. Este sábado, dia 30 de Janeiro, destaque para a actuação dos The Glockenwise no Maus Hábitos, a jovem máquina de rock'n'roll criada nesse viveiro de bandas que é Barcelos. No Passos Manuel, mais cedo é musica é servida por Laia (Viva Jesus e Mais Alguém). No Pitch há concerto de Crisis, apontado à semelhança os Glockenwise para as 2 da manha. No que toca a dj, a noite será animada, entre outros, por Xinobi (Passos Manuel), Rui Maia (Maus Hábitos), Miguel Rendeiro (Pitch). Em trânsito pelos três locais andará Fua (Lovers & Lollypops).

27 de janeiro de 2010

Noite de Blues em Aveiro


Legendary Tiger Man vai estar este sábado (dia 30) em Aveiro para apresentar o seu álbum 'Femina' no carimático Teatro Aveirense. O after party será feito no simpático, aconchegante e multicultural Mercado Negro, ao som de Dj A Boy Named Sue, acompanhando do dj set da anfitriã Ding-A-Ling Nights.

26 de janeiro de 2010

Le Chat Noir em dose dupla



Mais duas datas aproximam-se na agenda sempre carregada de dj Le Chat Noir. Duas noites que prometem ritmos fortes, roqueiros e exóticos. Eclética, excitante, envolvente, conduz os sets com elegância e atitude, agitando pistas e espicaçando os fãs. Tendências várias entram nas escolhas de Le Chat Noir, figura habitual em várias casas do Porto...Tendinha dos Clérigos, Pherrugem, Armazém do Chá, V5 ou Bla Bla. Sexta-feira, dia 29, vai haver festarola até horas tardias no Tendinha dos Clérigos, enquanto sábado, dia 30, espera-se ambiente a ferver no Armazém do Chá.

Mutantes


Terá sido o grupo mais influente de sempre no Brasil, bandeira do Tropicalismo, período de efervescência criativa e inquietação pelo regime político em vigor. A banda reuniu-se em 1966, arrancando com os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e a magnífica Rita Lee, um trio que provocou espanto pela sonoridade apresentada na época, inovadora e claramente de ruptura. O pop feito pelos Mutantes virou uma cena meia psicadélica, dominado pelas distorções e feedbacks. O trabalho dos Mutantes alastrou-se por todo o mundo, à custa de uma colecção de temas absolutamente fenonemais, únicos na histórica da música, que fizeram fãs por todos os continentes. Foram, sem dúvida alguma, precurssores de uma visão muito particular sobre a música, ao nível da criatividade e originalidade, em parte potenciadas pelo uso de drogas. Talento raro...ousadia máxima, Os Mutantes foram geniais e deixaram para a posterioridade temas como A Minha Menina, Trem Fantasma, Panis et Circenses, isto além de interpretações de originais de Gilberto Gil (Domingo no Parque) e Tom Zé (2001) nos festivais de música popular brasileira. O seu lugar cimeiro à escala internacional no que diz respeito a uma intervenção experimentalista é reconhecido por críticos e revistas da especialidade. Os Mutantes (1968), Jardim Eléctrico (1970) ou Tropicalia, apenas lançado em 1990, são obras obrigatórias e enriquecedoras para qualquer melómano adepto do psicadelismo. Das suas influências britânicas, especiamente dos Beatles, os Mutantes partiram para a construção da sua própria identidade, singular no Brasil e no resto do Mundo. O som ainda é hoje um achado.

Kastrus River Klub quase a nascer


O novo Kastrus - agora Kastrus River Klub - tem a sua abertura ao público marcada para 19 de Fevereiro. Na noite seguinte a festa será feita com música ao vivo. A mesma equipa, a mesma tradição, um novo conceito a tornar mais abrangente o destinatário. Os Sean Riley & the Slowriders com o seu belo território sonoro e em digressão pelo país de lés a lés, são a banda convidada a apadrinhar o início de uma nova era, que se espera tão longa e proveitosa como o período de funcionamento do Kastrus Bar, em Forjães. O espaço muda-se, agora, para a capital do concelho. O Kastrus River Klub teve colocação estratégica no centro de Esposende, estando por isso à mercê do olhar atento de mais gente. O primeiro de muitos concertos está breve...a 20 de Fevereiro...e o momento é imperdível.

25 de janeiro de 2010

Parabéns ao Shmoo assinalados quinta-feira


O bar mais encantandor, acolhedor e festeiro de Coimbra vai comemorar sete aninhos. O habitat é curto mas a festa é sempre gorda no Shmoo, feita por uma classe roqueira tão minoritária quanto numerosa numa cidade que se quer mais despida de estereótipos, sobretudo, de morcegos. A lei do Shmoo é o rock'n'roll puro e duro, a alta voltagem ditada pelos dj's da cidade, muitos deles saídos de algumas das prominentes bandas de Coimbra. Na quinta-feira, dia 28 de Janeiro. o Shmoo com o seu humilde espaço irá quebrar regras quanto possível, celebrando o 7º aniversário com muita animação na ementa, sugerida pela presença das Ruquettes, um duo promissor de meninas em estado de graça, que têm feito ferver de excitação cada local que pisam, e de um curioso Legendary Reverend Nakata, que parece fazer em simultâneo uma espécie de tributo ao conhecido homem tigre de Coimbra, ao efervescente Reverend Beat-Man e ao maior craque do futebol japonês. De tudo isto espera-se uma goleada de rock'n'roll numa noite com inúmeros prolongamentos.

Thee Chargers de novo em acção


Um concerto dos Thee Chargers está na agenda do V5 para este fim-de-semana. O mais jovem bar do centro do Porto volta a oferecer a sua sala de espectáculos a uma banda. É já este sábado (30) que seremos presenteados por belas paisagens de surf e transportados para um México colorido, ao sabor e som dos Thee Chargers. Trajados com elegância, mascarados a ver com quê, estes quatro amigos do Porto continuam a somar pontos em directo e são sempre uma banda altamente vistosa e estimulante em palco. Os Chargers intervalam versões com originais e são senhores bem capazes de atear fogo à assistência. Sempre no bom sentido, a rasgar, a suar, a experiência é um posto, a interacção necessária, e a comunhão de um estado de espírito uma certeza.