13 de dezembro de 2010

Honky Tonkin' Boozers de volta ao Armazém do Chá


A banda corunhesa volta a visitar o Armazém do Chá este sábado (18 Dezembro), após uma passagem por cá ainda recente. O rockabilly dos espanhóis é dos mais excitantes que se pode encontrar no país vizinho, sendo, portanto, mais que obrigatório acompanhá-los ao vivo em nova aparição por Portugal. Em processo de gravação dum novo álbum, têm, assim sendo, músicas novas a apresentar e muita vontade de impor um baile intenso à pista, bem à moda dos cinquentas. A noite reserva outros estímulos, havendo muita música para prender a atenção, a cargo de Dj Ignition e Dj Le Chat Noir.

One man Band(s) invadem Armazém do Chá


Esta sexta-feira, dia 17 Dezembro, há quatro bandas em cartaz no Armazém do Chá...Será um festival mas com traços muito particulares. Fica o título de noite "Monobandas", ou seja tudo em registo One Man Band, especialidade do dj e respeitado programador. Com dedo de Rodas nas escolhas, podemos estar certos da espectacularidade das actuações. Em acção vão estar o brasileiro Chuck Violence, o alemão Rocco Recycle, o francês Sheriff Perkins e o português Peter Panic. Como não podia deixar de ser, o dj será o excelentíssimo Rodas.

10 de dezembro de 2010

A suprema classe do Purple Weekend


Chama ardente com paixão desmedida por um estilo. Leon recebe o Purple Weekend e dá-lhe aconchego e brilho único. Mais uma edição decorreu de 2 a 6 de Dezembro, chamando a esta belíssima cidade espanhola milhares de visitantes. Gozando da sua aura inconfundível, do seu encanto pelos sessentas, Leon é a cidade ideal para o Purple cintilar a cada momento.

A programação mostrava nomes importantes e uma linha secundária palpitante, que, na prática, superou em larga distância os ditos graúdos. Mas nem sequer a palavra decepção deve ser aplicada aos concertos de Booker T, Animals, Secret Affair, pois o ambiente em redor do festival, a atmosfera respirada a cada segundo, suplantam toda e qualquer consideração mais depreciativa. No reino do bom gosto, da elegância suprema, os bares associam-se ao grande evento e também eles são força capital do colorido granjeado pelo Purple, que torna mais acelerado o ritmo da cidade. O festival traz concertos ao longo do dia e sessões de djs pela tarde viciam logo o ouvido mais atento, o festeiro mais regado e o dançarino mais aceso. O cenário é absolutamente deslumbrante, a música desfila numa espécie de montra superior, capaz de deixar qualquer um siderado ou petrificado na beleza estonteante que salta à vista em cada minuto. São as roupas que apaixonam, a classe que impressiona, e porque não dizer uma doçura feminina que se revela verdadeira abrasadora. São peças e mais peças, humanas e materiais saídas directamente dos sessentas.



O efeito contagiante propaga-se aos habitantes locais e o Purple Weekend é bem mais que um festival com um dito cartaz. A festa pode ser encarada num restaurante incrivelmente delicioso, dedicado à confecção mexicana e ao psychobilly, de nome Mongogo ou num El Gran Café, sempre convidativo para uns passos de dança ao longo da tarde. A programação faz-se por quatro espaços, tendo o cartaz principal sido este ano direccionado para um novo pavilhão, bem mais decente e respeituoso para as bandas, comparativamente ao que havia sido visto em 2009.



Pena, por exemplo, que Booker T tenha estado longe de honrar o seu passado, fazendo-se acompanhar por uma banda claramente distante do espírito que pautou a onda de Booker T & the MG's. A actuação rapidamente se tornou entediante, até porque chegou depois de dois espectáculos plenos de pujança. Os catalães Excitements, liderados por uma vocalista altamente cativante e excitante, duma entrega ao palco irrepreensível, colocaram o público depressa sintonizado com o soul e r&b. A competência da banda tornou o resultado final uma entrada bem apetitosa. Invariavelmente, o ritmo subiu de tom com os valencianos Wau y los Arrrghs, que estão bem na frente do garage actual em todo o mundo, pois fazem suar e estremecer cada local que os recebe. Uma hora de gritaria infernal com fuzz e farfisa em doses elevadas e propícias a ferver ouvidos. Inevitavelmente ficou uma herança pesada para Booker T. de quem se esperava competência para com temas como Green Onions ou Hip Hug Her lançar a sua sedução ao público. Algum envolveu-se mas foram visivelmente muitos aqueles que sairam desapontados e, de certo modo, incrédulos com tão aborrecido espectáculo. Mas houve festa imensa na discoteca Oh Leon para compensar e esticar uma noite até horas matinais com muito soul, rhythm & blues, garage e surf, a cargo de vários dj's.



Quebrado literalmente o gelo inicial - Leon recebeu-nos com temperaturas negativas - o segundo dia foi aproveitado para descansar, passear, desfrutar da cidade e dos bares de qualidade invejável, como o Portobello por detrás da mítica e imponente catedral gótica e embarcar na tradição de tapas gratuita. Os Dustaphonics é que nos esperavam às 21 horas e esse concerto era, sem dúvida, o prato forte da noite. Em poucos minutos, a vocalista Aina Dusta, sempre irrequieta, soltou todos os seus atributos e resgatou todos os olhares de admiração, pela voz vibrante e simpatia pura, a mesma da sua "irmã" de palco e resto da banda. Todos mexidos e bem coordenados, os Dustaphonics fizeram a delícia da plateia. Veio logo depois o revivalismo mod dos setentas carente da força de outrora. Apesar do profissionalismo e resposta envolvente de muito público, faltou forma e maior projecção sonora da parte dos Secret Affair. Quanto a Teenage Fanclub nada tenho a dizer por renúncia consciente ao seu concerto. Para quem quis provar um pouco de indie consta-se que puderam saborear um bom desempenho dos escoceses. E depois houve mais Oh Leon, como suspiro de espanto por cada maravilha desbravada na cidade, mas também pela rendição a todo o charme leonês na discoteca. Colossal selecção musical estendida para a tarde do último dia no El Gran Café. E do nada descobriram-se forças para fazer as pernas mexer mais um pouco, com grandes temas de r&b e freakbeat. E para jeito de despedida, faltavam tocar os Animals, lendas dos sessentas mas em Leon sem o seu vocalista glorificado. Só com o baterista de elemento da formação original, os ingleses encantaram a plateia com alguns dos seus temas e muitas versões de temas lendários do r&b. Mas ficou o senão de ter faltado Spencer Davis, que estava anunciado para tocar, e um reparo ao profundo distanciamento do registo vocal de Eric Burdon da parte de quem se encarregou da voz nesta reunião do grupo de Newcastle, que empobreceu drasticamente cada música.

Pelas onze e meia da noite foi, entretanto, necessário, dar pressa à saída de Leon para um regresso amargurado ao Porto. Custa deixar uma cidade, que tão bem estima a música e trata o visitante. Até 2011.

9 de dezembro de 2010

A Boy Named Sue de regresso ao Armazém do Chá


A Boy Named Sue repete esta sexta-feira (10 Dezembro) mais uma das suas noites no Armazém do Chá, praticamente mensais ou sempre que se revelem oportunas, carregadas de bom gosto, de muito soul e rhythm&blues mas sempre levadas por um grau acentuado de adaptação ao momento e à pista, dando isso origem a uma festa imensa e descontrolada de horas. Desta vez, vai acompanhar um concerto do italiano por detrás de The Blues against Youth, descrito como a Primitive One Man Experiment. Acaba por ser uma proposta de country rock'n'roll.

Noite dos 50´s na Adega do Povo


A Adega do Povo volta a servir e honrar o cliente com uma daquelas noites de gala, de música a disparar até um volume considerável, de frenesim contagiante, de loucura galopante. A festa acontece esta sexta-feira, dia 10 de Dezembro, com temática centrada nos 50's e muito swing para promover um baile acelerado e colorido com muitos detalhes decorativos. A Adega do Povo, sempre fresca e entusiasmante, mora em Famalicão, terra de vícios e pecados múltiplos. É garantia de festa bem regada...Dj Ed será o principal animador sonoro.

Wonderland Club este sábado


Aí está mais um Wonderland Club, este sábado (11 Dezembro) no Berlin. A noite terá na cabine Witchell, Nunchuck, a Boy Named Sue Maria P, garantia de qualidade impagável, passos exóticos e impulsos destravados. As bebidas têm preço módico...e a noite será especial pela quarto aniversário desta festa que chegou a Portugal por Witchell e Lady Bambi. Quatro anos de vida e muita música a cargo dum deveras categorizado elenco de djs.

Louie Louie celebra aniversário


Espaço de referência na cidade do Porto, desde há muito sedeada na Rua do Almada mas a fazer um ano na sua nova localização, a Louie Louie vai celebrar este sábado, dia 11 Dezembro, o aniversário, agendando para o efeito vários concertos, intercalados por sessões de dj's. Vão tocar os Modern Trio Sizo Ensemble, projecto de uns renovados Sizo, Beneath The Earth e os Pioneer Anomally. Chico Ferrão e Rui Pimenta animam a tarde.

3 de dezembro de 2010

Morlocks tributam as lendas do blues


Já anda por aí o novo álbum dos Morlocks, o espectacular grupo liderado pelo carismático e imparável Leighton Koizumi. Play Chess é um magistral tributo às lendas maiores do blues, de John Lee Hooker a Bo Diddley, de Muddy Waters a Chuck Berry, ou de Little Milton a Sonny Boy Williamson apresentando 12 versões bem personalizadas ao estilo da banda de San Diego. Um fenómeno o resultado final desta aposta, honrando com notável brilhantismo e arrojo musical o legado da Chess Records. A lendária banda garage continua vibrante e explosiva, capaz de se superar e surpreender os fãs. Toca a esperar por nova digressão dos Morlocks e que a mesma possa privilegiar Portugal. Na memória ainda está o enorme concerto que deram no Porto-Rio para uma plateia curta, mas que se entregou duma forma bela. Foram poucos mas deixaram um rasto de caos impressionante na sala, perceptível nos muitos litros de álcool espalhados pelo chão.

Aqui fica o alinhamento, não fazendo sequer falta enunciar os artistas originais. Cada um destes temas tem uma história que fala por si.

1 - I'm a Man
2 - Help Me
3 - Killing Floor
4 - Smokestack Lightning
5 - Who do you Love
6 - Boom Boom
7 - Promised Land
8 - Sitting on the top of World
9 - You Never Can Tell
10- Feel so Bad
11 - You Can't Sit Down
12 - Back in USA

Carlos Moura e Ana Pacheco no Plano B


Entendimento perfeito no desbravar de brilhantes territórios sonoros, Carlos Moura e Ana Pacheco propoem-se a expandir os horizontes de todos aqueles que se deixarem seduzir pelo convite de uma noite de classe superior no Plano B. Fica uma nota de agenda para sábado, dia 4 Dezembro. Loucura e simpatia de braços dados, do alto duma cabine espaçosa, o duo sabe como abanar com o ambiente, fornecendo um punhado de músicas de força estrondosa, alma enorme e invariavelmente deliciosas e vibrantes para qualquer ouvido minimamente interessado no conceito. Esse não podia ser mais abrangente...tocando no Blues, Soul, Funk, Surf Instrumental, Hammond, 60's Psychedelic Grooves, Garage, Punk...

Maria P na noite de Sick Strippers


A asturiana Maria P vai estar este sábado (4) no Alburrica, com o propósito de conduzir os destinos da cabine do mais simpático bar do Barreiro. O seu set, altamente exótico e cativante, cheio de soul e colorido por muito garage, seguir-se-á a uma actuação da banda Sick Strippers, que tem vindo a revelar-se nos últimos tempos, estando também ela sedeada na margem sul.

Club Garage acompanha d3ö



Uma semana após ter dividido atenção com os Black Bombaim, o Club Garage orgulha-se de voltar a estar ao lado de outro projecto musical de grande categoria e indisfarçável orientação rock'n'roleira. Os d3ö estão de volta aos palcos com o seu blues bem suado e a roçar o punk numa dimensão contagiante. O trio de Coimbra é garantia de uma actuação nervosa, dedicada e empolgante, recheada de saltos e gritos. O Club Garage voltará a apresentar-se com Oscar Gomes, Ana & Machine Guns e Vinny Jones, pelo que totalmente vocacionado para instigar o caos e o ruído com potentes malhas, teclados vibrantes e vozes gigantes.

1 de dezembro de 2010

Ana & Machine Guns volta a pisar Pherrugem


De data em data, Ana & Machine Guns não pára, seja por si ou na locomotiva do Club Garage. Esta noite (2 Dezembro) volta a pisar o Pherrugem, poiso habitual onde gosta de espalhar boa música, lançar voodoos, atiçar fogo, despertando reacções díspares. Os que gostam, ficam e não desarmam, espelhando cumplicidade genuína e fazendo da pista, por muito curta que possa parecer, cenário bem agradável. O seu set promete privilegiar o soul, rhythm & blues, surf, 60's Grooves e garage. O charme mora na cabine, a diversão na pista, num bar já por si rotinado a atmosferas loucas.