28 de fevereiro de 2011

The Tennessee Boys voltam a reunir-se


Os Tenneesse Boys voltam a reunir-se após o terem feito para uma aparição muito especial na última edição do Great Shakin Fever. O concerto desta influente banda rockabilly da Invicta, que brilhou nos anos noventa, ganhando fama e respeito em todo o mundo, acontece sábado, dia 5 de Março, no Armazém do Chá. A noite ainda terá serviços altamente competentes de Dj Ignition e Dj Pedro Serra.

Wonderland Club volta ao Porto


Esta sexta-feira, 4 de Março, o Wonderland Club regressa ao Porto e para o seu lugar mais estimado. O Armazém do Chá associa-se a uma festa que terá concertos de Sick Strippers e The Underdogs e set de Dj Witchell, a salvaguardar doses avultas de garage psicadélico e punk rock dos setentas, a pedir saltos eufóricos e dança viciada.

Surf-O-Rama entre 3 e 5 Março em Valência


Nokie Edwards, um dos guitarrista da mais influente banda de surf de sempre, The Ventures, é a principal atracção em mais uma edição do conceituado Surf o Rama, festival de grande sucesso em Valência. Somam-se no cartaz os The Montesas, The Mobsmen, Los Creyentes, Los Tiki Phantoms, Los Supertubos ou os The Vibrants. O festival decorre entre 3 e 5 de Março na Sala Wah Wah, que já recebeu uma festa de apresentação no passado dia 11. O Surf-o-Rama faz do surf a onda geral, e há muita música para nos conduzir a mente até tarde e para regalo da vista há Go-Go Dancers decididamente sedutoras. Um mercado de discos, livros, roupa e comics também está ali ao lado para fazer as delícias.

27 de fevereiro de 2011

ESPECIAL FANTAS - REYKJAVIK WHALE WATCHING MASSACRE


de Julius Kemp - Para todo aquele que faz do gore um culto e delira com mortes bem imaginativas, eis uma recomendação obrigatória. Depois da exibição o ano passado do notável 'Deliver Us From Evil', esta é mais uma obra muito apreciável com marcas bem nítidas do que é o humor nórdico, colocado ao dispor duma matança nos mares da Islândia, tendo como pano de fundo a observação de baleias. Um grupo de turistas, cada um mais excêntrico e peculiar que outro, embarca numa viagem de barco com esse propósito mas depressa passa a reinar o caos com a morte espectacular do comandante da tripulação, interpretado por um reputadíssimo Gunnar Hansen, figurão repescado desse filme lendário que é o Massacre no Texas. Uma pequena embarcação surge em auxílio mas o destino está longe de ser o desejado porto. A acção dispara em segundos com a chegada a um grande barco, onde uma família disfuncional e sórdida inicia o massacre numa louca perseguição aos ditos estrangeiros, levando a brilhantes momentos gore. O realizador aproveita, então, para desenvolver os personagens mas sempre com um cariz mais entretido que tenso, emprestando um humor cortante e cáustico, usado até para expor complexos relacionados com racismo e homofobia. Delicioso é o final irónico.

23 de fevereiro de 2011

ESPECIAL FANTAS - A SERBIAN FILM














de Srdjan Spasojevic - Perverso, escabroso, francamente violento e largamente chocante,A Serbian Film, visto, vai além do que sugerem trailler e sinopse. Um reformado actor pornográfico já estável em termos de vida familiar, é tentado a regressar ao seu velho habitat por motivações económicas, em nome dum projecto cheio de mundos e fundos. O secretismo envolve-o numa teia violenta da qual não consegue fugir, acabando por ser obrigado a representar conforme o interesse alucinado e momentâneo do realizador. Levado pelo desespero, aterrorizado, refém do pervertido e maníaco director, Milos sucumbe à máquina montada, deparando-se com um caos crescente e horrores inimagináveis, por ele vistos ou até protagonizados. Os flashback são marca de estilo constante no filme, que procura sempre surpreender e impressionar pela via mais sanguinária, carregada de gore, invadindo a mente do espectador por violência gratuita assustadora e sinistra. Para o realizador real um exercício de exibir as violações morais abusivas do regime sérvio sobre o seu povo, transportando para o fictício o prazer mórbido de romper todos e quaiquer limites no cinema, partindo do porno, onde vale praticamente tudo para chocar. Quem quiser passar pela experiência, tem de conhecer os riscos de não conseguir chegar ao fim...pois é preciso sobreviver a imagens profundamente perturbadoras.

Just Honey regressa ao Armazém


As noites de Just Honey fazem retomar hábitos no Armazém do Chá. O regresso está marcado para esta sexta-feira, dia 25, e deixa perceber que estão aí boas novidades em discos, daquelas que não deixam ninguém indiferente. Senhora adepta do rockabilly, apreciadora do garage e de todo um festival de ritmos loucos, Just Honey é impulsiva e autoritária quanto ao seu estilo.

22 de fevereiro de 2011

Club Garage e mais uma noite delirante no V5


Depois de estreia no Basement, o Club Garage está com o motor bem afinado para mais uma viagem acelerada pelos ritmos loucos dos 50s, 60s e 70s e quase tudo o que é revivalismo garageiro. De volta ao V5 esta quinta-feira para um banquete sonoro de surf, garage, psych beat, hammond grooves e outras ousadias excitantes, para além dum adequado ambiente cinematográfico.

Le Chat Noir na noite de Tyevk e Botswana


Le Chat Noir é a dj em cartaz para uma noite que promete com os sons de Detroit, a cargo dos Tyevk, dignos representantes da editora In the Red Records, que vêm ao Porto apresentar o seu punk rock freak abrasivo. Para a primeira parte estão alistados os Botswana, que repetem actuação no Armazém do Chá. Este é mais um projecto de João Pimenta (Green Machine e ALTO!). Muita música para escutar e apreciar este sábado, dia 26 Fevereiro.

ESPECIAL FANTAS - I SAW THE DEVIL



Kim Ji Woon – Depois de ter causado espanto e admiração com Tale of Two Sisters, filme magistralmente belo e triste premiadíssimo no Porto, o realizador coreano trouxe ao Fantas um notável I Saw the Devil, violentamente intenso num conceito de vingança extrema, sádica e doentia. O assassinato horrendo duma mulher grávida possui de raiva o pai da criança, também agente secreto, que com consentimento do seu futuro sogro (chefe de polícia) busca o castigo máximo do psicopata, interpretado fabulosamente por Byung Hun Lee, protagonista de luxo no supremo Oldboy. Rapidamente, o filme entra na escalada de violência sem complacência, destroçando sensibilidades. Só uma coisa conta, que é vingar, vingar da forma mais completa possível, procurando arrastar a presa para o desespero. Daí para a frente, surgem reviravoltas constantes na condução do duelo e sobe de tom o clima perturbador, até com a entrada no menu de doses de canibalismo.
Para um, matar torna-se um prazer ou mesmo um jogo divertido, para outro, o marido vingador, mais não é que a permanente e indefinida procura dum estado de paz interior, que nunca será atingido, face à brutalidade do sucedido. A dor, o sofrimento, o medo e o mais puro estado de barbárie aguçam o enredo, conferindo-lhe um carácter por vezes chocante e um impacto visual retumbante. Registo para desempenhos altamente poderosos dos dois protagonistas duma mútua caçada.

16 de fevereiro de 2011

Noite de One Man Bands no Armazém


O Armazém acolhe este sábado (dia 19) mais uma noite dedicada a One Man Bands, sendo a grande atracção o alemão Rocco Recycle, finalmente em cartaz, após ter sido impedido de viajar a Portugal no final do ano passado. O inglês One Man Destruction e o português Frankie Chavez's fecham o leque de artistas. A marca Jack Daniels associa-se à festa, oferecendo patrocínio sempre catalizador para uma fantástica atmosfera. DJ Rodas é quem assume a sua posição na cabine, o que deixa antever rock'n'roll sujo e primitivo.

14 de fevereiro de 2011

The Ventures: Walk, Don't Run #2



Walk Don't Run #2, editado em 1964, é um album inovador que faz parte do legado altamente valioso dos norte-americanos The Ventures. O single que dá nome a este album é uma segunda versão homónima do original de Johnny Smith (1955). Os dois albuns distam entre si dois anos, 1962 e 1964, sendo única diferença entre eles a presença dum novo baterista. Reconhecidos como pioneiros na música instrumental, os The Ventures acumulam inúmeros e brilhantes gravações, carregadas de temas bombásticos que deram especial expressão ao surf. Na sua contante descoberta por sons excitantes, o virtuosismo dos Ventures levou-os sempre a interpretações ousadas e talentosas, fazendo uso recorrente de efeitos de guitarra brutalmente viciantes. Estiveram sempre à frente do seu tempo. Walk Don't Run #2 abre logo com um especial arranjo para The House of the Rising Sun (The Animals). Apesar dessa marca de carreira tão presente no que toca a versões, os temas originais não fugiram do padrão de qualidade que sempre acompanhou qualquer lançamento. Neste Walk Don't Run #2 Creeper, Pedal Pusher ou Night Train destacam-se, especialmente o primeiro com uma carga fuzz memorável, batendo e rebatendo num ritmo imparável. Walk Don't Run é aqui apresentando numa segunda versão dos Ventures, numa espécie de tributo a um tema que foi praticamente o primeiro grande sucesso da banda.


1. The House Of The Rising Sun
2. Diamond Head
3. Night Train
4. Peach Fuzz
5. Rap City
6. Blue Star
7. Walk Don't Run 64
8. Night Walk
9. One Mint Julep
10. Pedal Pusher
11. The Creeper
12. Stranger On The Shore
13. Blue Star (Bonus)
14. Rap City (Bonus)
15. Walk Don't Run 64 (Bonus)