1 de agosto de 2011

King Khan & Shrines no requinte do Euro Yeye


Mais uma edição do Euro Yeye está a chegar, espalhando charme e classe na bela e aprazível cidade de Gijón. No esplendor das Astúrias, o soul e o mod confluem para quatro noites memoráveis de concertos. Entre 4 e 7 de Julho, a discoteca Oasis vai acolher as principais actuações, com destaque para o rock psicadélico dos sessenta dos incontornáveis July, o soul intenso e envolvente de Maxime Brown e o imparável toque r&b de King Khan & the Shrines. O bilhete para o festival tem o preço de 75 euros, sendo 20 euros por noite, havendo muitos outros extras para desfrutar, tais como Allnighters com 14 dj's internacionais, concentração de scooters e exibição de filmes de culto dos sessentas.
O desfile de bandas começa esta quinta-feira com os ingleses July e The Bongolian. Os primeiros são históricos do rock psicadélico, novamente reunidos para fazerem reviver o sucesso das suas músicas. Na sexta-feira, a diva norte-americana Maxime Brown enche o cartaz, levando a Gijón todo o seu encanto por detrás de uma das mais poderosas vozes do soul. Os espanhóis Pepper Pots somam-se no menu. The Faithkeepers e The Higher State são as bandas alinhadas para actuar no sábado, no dia menos entusiasmante. Já o domingo esse suscita toda a atenção com a visita de King Khan & the Shrines, todo um furacão de soul e rhtyhm & blues, que desafia o espectador a uma curtição sem limites.

18 de julho de 2011

Milhões de Festa leva Liars e Bob Log III a Barcelos


Barcelos canta de galo e o povo empolga-se e embrenha-se com aquilo que é um permanente desejo de afirmação. Loucura arrebatadora, explosão sonora, doçura vespertina potenciada por uma acolhedora piscina...eis créditos de um Milhões de Festa que se declara firme e vibrante na sua relação com o público. A segunda edição está no forno e pronta a escaldar ao primeiro contacto com a luz do dia. De 22 a 24 de Julho as estradas do norte vão, garantidamente, entupir-se de tráfego, na excitante correria pela primeiríssima actuação do dia. Gente do Porto, Lisboa e Coimbra, Galiza já marcou a sua viagem, traçou a sua agenda, como que abraçando um causa maior, a roçar a apaixonante. O chamamento dos festivais do Verão deixou de ser exclusivo de Paredes de Coura, Zambujeira ou Vilar de Mouros, morando em Barcelos, um bastião do Minho, um centro de apurada e generosa gastronomia, aquele que mais se eleva na imensidão do futuro. O renovado e exuberante Parque Fluvial mesmo debaixo da ponte velha que separa Barcelos de Barcelinhos, caiu que nem gingas nesta organização saída em grande parte do corpo já estafado mas altamente calejado dessa produtora/editora Lovers & Lollypops. A voz de comando está no ponto e o festim pronto a ser servido...com bandas de topo como Liars, alucinantes condutores de ruído bárbaro, os Radio Moscow, consagrados na cena blues rock e espectacularmente dinâmicos em formato trio, as Electrelane, decididamente convidadas para dar um toque sedutor, romântico e harmonioso ao festival, ou ainda os Anti-Pop Consortium, lendas do hip-hop e reconhecidos por uma capacidade genuína de se reiventarem e embelezarem a construção das músicas com um jogo de rimas e poesia muito característico. O rock'n'roll na sua expressão mais primitiva fica a cargo do grandioso Bob Log III, senhor deboche em registo One Man Band, que com uma guitarra, uma bateria, um whisky em mãos e um menina mamalhuda ao colo, faz durar a adrenalina e espremer o líbido. Para ver e degustar sábado...a partir das 2, de preferência na companhia de um Jameson ou um Jack Daniels.


Apanágio da Lovers & Lollypops e recurso inevitável pelo vigor barcelense no que toca à formação de bandas, a representação da cidade vai-se fazer com nomes como Glockenwise, Black Bombaim ou Kakfa, ao que se soma um regresso dos Green Machine.
O cartaz está espalhado por três palcos (Milhões, Vice e L&L) acrescentando-se programação específica e bem atractiva de tarde na piscina municipal. São muitas as bandas portuguesas convocadas: Motornoise, Born a Lion, Mr Miyagi, Larkin, Hill, Long Way to Alaska, Veados com Fome, Botswana, Lobster, Riding Panico ou If Lucy Fell. Basta atentar no line up no próprio site: http://www.milhoesdefesta.com/lineup . Lá também se encontra o nome de Rodas, figura catedrática do Porto no que toca a passar música, em onda punk ou garage.
Dissecados os maiores pontos de interesse, fica a informação dos preços, dolorosos para uns, amigos para outros...Um fim-de-semana integral em festa vale 60 euros, comprado fora do período de venda antecipada...Por dia eram 20...agora são 25. Mas fica a certeza que o cartaz merece atenção.

17 de junho de 2011

Rock Rola em Barcelos em formato papel


Ao fim de cinco anos com edição online, o Rock Rola em Barcelos deu esta semana passo bem meritório e altamente valorativo do trabalho efectuado por Ílídio Marques e sua equipa. Agora, em formato papel, em registo trimestral, o Rock Rola em Barcelos passa a ser um suplemento do Jornal de Barcelos, tendo saído esta semana o primeiro número com entrevistas a Green Machine, Kakfa, Dear Telephone e Glockenwise. O lançamento surgiu em cima do festival GSM Fest, tendo havido ampla difusão do excelente magazine no dia inaugural, abrilhantado por mais uma actuação enérgica e explosiva dos Parkinsons.

15 de junho de 2011

Tornados + Dj Ignition no Armazém do Chá


Esta sexta-feira, os autores de Catraia voltam a tocar no Porto, fazendo chegar o seu som moderno de surf ao Armazém do Chá. Os Tornados, antigo Conjunto Contrabando, prosseguem de vento em popa o seu trajecto, conquistando fãs e território. Trajados com elegância dos cinquentas, eles são uma lufada de ar fresco no espectro musical português, combinando com mestria a doçura tradicional expressa nas letras em português e os arranjos surf. Este concerto insere-se na apresentação do EP Dinamite, que será disponibilizado no local em formato vinil. A noite seguirá com DJ Ignition na cabine, alimentando a pista do melhor rockabilly, dos loucos anos 50 até à actualidade.

9 de junho de 2011

Rock en Costa com Samesugas e Thee Homens no último acto


O Rock en Costa celebra dez anos e marca a data histórica com a despedida. Após labor de muitos anos em prol dos grupos galegos, dando espaço importante para muitos se mostrarem, a Associação Xurásica, sedeada no Castineirino, decidiu abrir mão da sua maior realização, ao que não são alheias outras prioridades. Mas a edição de encerramento junta no mesmo cartaz aquelas que são as bandas rainhas do festival, como os Samesugas e os Thee Homens, que continuam o seu trajecto de muitos anos no punk e no power pop respectivamente. Juntam-se ainda os Royalties, os Redullos e os L'Uomo di Gomma. O acesso aos concertos é gratuito. Uma boa oportunidade para dar um salto a Santiago de Compostela.

8 de junho de 2011

Parkinsons imparáveis em Londres


Coração musical da Europa, cidade efervescente e imparável em propostas, Londres foi uma experiência e tanto, com picos de intensidade e euforia de todo incomuns. A realização do segundo Dirty Water Festival resgatava atenções globais e colocava
ênfase no regresso aos palcos dos portugueses Parkinsons, que fizeram carreira altamente vigorosa e explosiva na capital inglesa. Sabedores da audiência feroz e fanática alinhada no Boston Arms, os Parkinsons de Afonso Pinto, Vítor Torpedo e Pedro Chau, revisitaram o seu repertório punk à moda de 77, encarnado em palco por uma atitude selvagem e frenética, que levantou aos primeiros acordes o absoluto caos numa sala clássica com capacidade para trezentas pessoas. O concerto dos portugueses foi simplesmente o derradeiro, o mais esperado e inflamado, de um dia recheado de actuações, boas quase sempre, ora fantasiosas ora mais debochadas. Ao som de Hate Machine, New Wave, Streets of London, Angel in the Dark ou Nothin to Lose, o delírio tomou conta do espectáculo de Parkinsons, sempre iguais a si mesmo, espremendo cada segundo do show com uma entrega arrebatadora, os decibéis subiram a níveis pouco habituais e o caldo de emoções disparou na linha da frente. Num desvario completo não houve contenção possível e todos fizeram balancear os corpos até que surgisse alguma barreira, gritando as letras da banda num registo absolutamente comprometido, consumindo energias até ao tutano. No meio da dedicação, pois claro está, houve muita tareia, muita nódoa negra e muito salto com aterragem directa ao solo. E o maior de todos os protagonistas, vindo de Andorra, desfilou pelo palco nu, alinhando nos coros e pulando para o meio da multidão. Foi o Kunha mais exposto e entregue que nunca. Foi uma festa farta em Londres vista por muitos portugueses e espanhóis e também por um alargado contingente vindo da Noruega.
Ao longo do dia/noite exibiram-se no Boston Arms outros grupos com selo de qualidade, casos concretos dos Revellions, Thanes ou Gravemen, estes reforçados com go-go dancers nórdicas, e ainda os Thee Exciters, num registo mais descontraído e debochado, por culpa descarada do seu vocalista, que se lançou pelo público colorindo caras e desafiando preconceitos com um baton garrido.
Se os Parkinsons motivaram a ida de muitos a Londres, a capital inglesa encheu o apetite com outras propostas irrecusáveis. Na primeira noite deparou-se-nos logo mais uma escaldante sessão das noites Neat Neat Neat no Garage, organizadas por Afonso Pinto. A punkalhada foi dominante e servida pelos locais The Ricky C Quartet e os Seminals. A assistência portuguesa esteve perto de ser maioritária, resquícios óbvios do culto que merecem os Parkinsons em Inglaterra, onde se formaram e onde se mostraram ao mundo.

Em ressaca do longo Dirty Water Festival foi-nos apresentado mais um festival no histórico Ryans, localizado em Church Street. Uma rua de topo, de ambiente relaxado e construções coerentes, em perfeita sintonia com um espaço de qualidade exemplar, munido de uma cave para concertos e uma esplanada ampla e vistosa. Pela tarde e noite desfilaram várias bandas e entre boas surpresas ficou na retina a actuação vibrante dos italianos Hangee V. Do garage ao punk passando por um cabaret manhoso, tratou-se de um combinado variado de estilos, comportamentos exaltados, que fecharam com chave de ouro um fim-de-semana de eleição.

18 de maio de 2011

MÓNICA


Uma amiga especial, uma pessoa adorável, era fácil tão fácil gostar de ti. Mónica escolheste o teu caminho mas deixas um vazio grande com esta tua partida tão repentina e devastadora. Levarei sempre a grande amargura de não ter conhecido melhor, especialmente para lá dos muitos e bons convivios da noite, que tão bem ilustravam a tua ternura, simpatia e trato luminoso. Eras uma estrela que brilhava em cada sorriso, em cada gesto, em cada palavra...eras também uma dj espectacular e foi nessa qualidade que te conheci e que neste blog repetidas vezes inscrevi o teu nome artístico. A nossa Mónica que também era para muitos Le Chat Noir ou Tempest Storm, seja feita justiça à ditadura da era facebook que nos multiplica os nomes até paragens distantes, vai continuar a acompanhar-nos com aquele seu olhar belo e penetrante. A crueldade desta tua partida, só pela perda da tua companhia, não será esquecida, serás por mim lembrada e por tantos quantos eu sei que te eram chegados na imensidão de cada dia, em cada despertar, em cada noite.
A Mónica absolutamente divinal, amiga insubstituível, alma cheia de carinho para dar, simpatia espalhar, a Mónica devoradora de música, a Mónica protectora dos animais, a Mónica das nossas vidas, a Mónica que conheci praticamente há 3 anos mas a Mónica que me encheu as medidas em cada instante de proximidade e afecto. Uma perda irreparável...sem paralelo. Descansa na paz que escolheste para acabar com as tuas angústias. Um até já cheio de lindas memórias e com uma música que me confessaste ser das tuas preferidas...Tão genuína e arrebatadora que eras.

14 de maio de 2011

Quarteira Rock Fest com Staggers e Fleshtones


Um grande cartaz faz deste Quarteira Rock Fest - 3 e 4 de Junho - o melhor de sempre, altamente potenciado por bandas icónicas e carismáticas e dj's catedráticos. Com um warm-up de luxo a cargo dos The Parkinsons, acompanhados pelos Sonic Reverends, a festa tem logo um arranque previsivelmente explosivo, ao som do punk rock aceleradíssimo dos portugueses (Afonso Pinto, Vitor Torpedo e Pedro Chau), que conquistaram Londres e toda a Inglaterra num curto espaço de tempo. O warm-up será feito no Bafo do Baco em Loulé ao preço de 8 euros. Mas os olhares estão realmente centrados no dia grande, e com muita propriedade, pela qualidade assegurada por bandas como os norte-americanos Fleshtones, de Peter Zaremba, reconhecidos por uma história ímpar e espectáculos grandiosos, suportados em temas que são convite fácil à exaltação. Figuras maiores da noite prometem ser também os austríacos Incredible Staggers, bastiões do melhor garage actual, vibrantes e viciantes. Liderados por um possuído Wild Evel na voz, dominados pelo furioso teclado de Lightnin Iris e trajados com a elegância suprema dos sessentas, os Staggers regressam a Portugal depois de um memorável show no Porto-Rio, desta feita em promoção o novo trabalho 'Zombies of Love'. A representação latina será bem defendida com os mexicanos Los Explosivos, já habituais por Portugal. Já o Algarve empresta à programação os Supraheat Surrenders. O preço para 4 de Junho é de 10 euros e o palco será montado no Calçadão Nascente da Quarteira.

12 de maio de 2011

Reunião dos Parkinsons começa em Londres


Pelo segundo ano consecutivo, Londres vai sentir calor humano desencadeado pelo Dirty Water Records One-Day Garage Rock Festival, que levará oito concertos ao Boston Arms. A grande atracção vai direitinha para a reunião dos portugueses Parkinsons, que vão primeiro tocar em Inglaterra antes de virem a Portugal, especialmente para uma actuação no Quarteira Rock Fest. A história dos Parkinsons cruza-se em vários capítulos com Londres, foi lá que se formaram, após terem feito da mesma geração punk de Coimbra. E neste mesmo local onde agora vão tocar, fizeram miséria em 2006, num evento em que tocaram ao lado dos Monks e dos Fleshtones e, em que pelos vistos, provocaram tremenda queda de energia ao rebentarem com um amplificador. Conta-se por ai que o município já estará a reunir esforços para aumentar a fiabilidade da rede eléctrica. O restante cartaz completa-se com bandas editadas pela Dirty Water, mormente britânicas e que são garantia de espectacularidade. Lugar ao punk garage, rhythm & blues e rockabilly...

13:00 DJ Wheelie Bag (not this planet)
...16:00 Brandy Row (England)
17:00 The Kits (Australia)
18:00 Thee Exciters (Southhampton)
19:00 The Revellions (Ireland)
20:00 The Thanes (Scotland)
21:00 Thee Gravemen (Sweden)
22:00 The Wildebeests (Scotland)
23:00 The Parkinsons (Portugal)

3 de maio de 2011

Russos Messer Chups de regresso ao Porto


Os Messer Chups estão de volta a Portugal e pela terceira vez vão actuar no Armazém do Chá, carregados de encantos, de arte visual e ousadia instrumental, como se atesta pelo exímio recurso ao theremin, além de sintetizadores antigos soviéticos. Este trio surf, oriundo de St. Petesburgo (Rússia), liderado por Oleg Gigarkin (guitarra) e pela belíssima Svetlana Zombierella (baixo), é uma máquina intergaláctica, seduzida pela Série B e pela Ficção Científica, que junta a harmonia musical a notáveis samples. Os seus concertos, altamente fotogénicos, são, na sua expressão máxima, uma pérola para descoberta de muito cinema, gore e vampiresco, americano e italiano, que tão bem acompanha o espectáculo num álbum colorido de imagens projectadas de forma frontal para o público. Chegam desta feita a Portugal com o intuito de apresentarem o novo album, Bermuda 66, mais um excelente trabalho numa densa discografia desenvolvida a partir dos finais de 90.
No seguimento do concerto de Messer Chups, o rock'n'roll promete não desarmar, ao gosto e bom critério de A Boy Named Sue, novamente requisitado para deliciar o freguês com o seu cocktail imaginativo e exótico, que combina o melhor do ryhthm & blues, não negando outros apontamentos de luxo.

ESTA QUINTA NO V5, CLUB GARAGE: A FISTFUL OF TERROR


Encantador ou depravado, convidativo ou incendiário, o Club Garage tem ordens pelas que se rege e no seu raio genético está gozar a fama que o precede e oferecer as melhores vibrações à pista, com muito rock'n'roll de todas as épocas em descargas desalmadas de ruído,de sujidade elementar a instrumentais arrebatadores.Estão, como tal, todos convidados para um banquete sonoro de surf, garage, psych beat, hammond grooves e outras ousadias excitantes, e tudo isto com reminiscências dos sessentas sempre presentes em video.

27 de abril de 2011

Le Chat Noir dá música no Pherrugem


Senhora de bons costumes e intratáveis vícios, Le Chat Noir retoma esta quinta-feira a sua presença pelo Pherrugem, levantando o véu para os interessados 'I'm gonna break my Rusty Cage'. Uma chance inegável para petiscar temaços, bailar descontroladamente, atiçando fogo às companhias mais brandas, preferencialmente de forma airosa e cortês. A excelência do cartaz musical de Le Chat Noir adequa-se a vastos grupos, faz emergir memórias e incute rasgado prazer. Toca a comparecer...