2 de dezembro de 2011

Kid Congo & Pink Monkey Birds no Armazém do Chá


Kid Congo pode ser descrito como um génio e uma lenda, mas mais que tudo para satisfação do próprio uma verdadeira instituição do rock'n'roll pelo seu passado partilhado no seio de bandas como Gun Club, Cramps ou Nick Cave & The Bad Seeds. O guitarrista lidera desde há alguns anos um novo projecto acompanhado dos Pink Monkey Birds e é com eles que faz data única em Portugal, no Porto, no próximo dia 16 de Dezembro, no Armazém do Chá. Uma ocasião única, verdadeiramente tocante, para ver de perto quem já brilhou lado a lado de Jeffrey Lee Pierce, com quem fundou os Gun Club ou Lux Interior, responsável pelo seu nome artístico. Sempre com os melhores e com uma guitarra demolidora, Kid Congo respira música na sua expressão mais livre, excêntrica, ousada e contagiante, integrando uma lista de figuras incontornáveis do rock'n'roll, pelo seu raio de influência ao longo dos anos. Basta atentar na sua participação em dois álbuns memoráveis de Cramps: Psychadelic Jungle e Smell of Female. Méritos de outras andanças à parte, Kid Congo mantém a vitalidade e o rasgo artístico, chegando a Portugal para apresentar Gorilla Rose, sucessor de Dracula Boots, digno da versatilidade do artista, fazendo situar o álbum em territórios que vão do surf ao punk, sem perder fulgor e interesse, além de gritos, gemidos, falas que emergem no imaginário do músico, sempre e, mais importante, com um toque fresco e sugestivo.
A noite encerra com mais um Club Garage, que só tem o objectivo de proclamar a sua admiração pelo trajecto de Kid Congo, tendo forçosamente que manter alto o calor na pista, deambulando a três num caos imenso, de deboche, subversivo quanto possível, como vai nos genes de quem pensa, executa e se desgraça.

17 de novembro de 2011

Buzzcocks fazem acreditar num memorável Purple Weekend



Festival de afinidades, de estilo, o Purple Weekend regressa em 2011 com mais força, mais sentido eclético e apostas seguras que adivinham êxtase ao longo de três dias, repletos de concertos, dj's e variadas atracções. Os Buzzcocks encabeçam uma leque de estrelas que dispensam apresentações. O grupo inglês liderado por Pete Shelley cai dos céus para fazer as delícias de uma enorme legião de fãs, ávida de os ver, pronto a disparar todos os sucessos que fizeram parte de 'Singles Going Steady', tais como Orgasm Addict, Ever Fallen in Love, Promises, What do I Get ou Harmony in my Head. Do alto da sua imponência na época, os Buzzcocks agitam vozes e são um convite descarado a muita gente fazer-se à estrada, na direcção de Leon, a cidade perfeita de um festival consolidado, ano após ano reafirmativo da cultura mod, da elegância e do ouvido privilegiado. Depois de dificuldades em anos anteriores, o Purple Weekend 2011 (23ª edição) grita a sua vitalidade com um cartaz feroz, aberto a diferentes públicos. Por isso juntam-se outros históricos do surf/garage como os Barrucadas, da cena mod como os Lambrettas ou do ska como Roy Ellis, acompanhado dos galegos Transilvanians. E para aquele que constitui receita habitual do festival, marcam presença bandas de qualidade indiscutível como os austríacos Jaybirds, os franceses Les Terribles, os australianos Frowning Clouds, os ingleses Masonics, ou os espanhóis Imperial Surfers ou Al Supersonic & the Teenagers. O festival volta a espalhar-se pelos locais do costume, desde os espectáculos gratuitos no ferveroso Gran Café, aos realizados no Espaço Vias pela tarde, ao grosso do conteúdo no Pavilhão do CHF no Passeio do Parque, terminando com festas palpitantes na discoteca Oh Leon e a inevitável permissão para todos os excessos. O ingresso para a totalidade dos concertos custa 60 euros, por noite 25. A cidade junta a sua elegância e categoria de bem receber, de apurado gosto e cultura musical e uma parafernália de propostas apelativas pela tarde e noite, sendo obrigatório destacar o ambiente no Mongogo, um império da comida mexicana, das tequilas e das coronas mas igualmente do rockabilly e do psychobilly, sendo possível escutar de Johny Cash a Cramps. Mais perto da catedral também é possível encontrar o Portobello, acolhedor e destinado a todo aquele que preze minutos e horas de requintada selecção musical.

December 3rd. The Go Freaks + Alldayer, The Canary Sect, Les Terribles, Al Supersonic & The Teenagers, Roy Ellis & The Transilvanias, The Barracudas.

December 4th. Mod Time, Alldayer, The Imperial Surfers, The Groovy Unclye, Idealipsticks, The Frowning Clouds, The Jaybirds.

December 5th. Swanp Cabbage, The Extended Plays, Gaby Salvajes + Los Platillos Volantes, The Wicked Whispers, The Masonics, The Lambrettas, The Buzzcocks.

16 de novembro de 2011

Armazém do Chá agita-se para Eviltones e The Gravemen

O Armazém do Chá não podia apresentar fim-de-semana mais sugestivo, enchendo-se de brilho e diversão para receber os ingleses Eviltones, na sexta, e os suecos The Gravemen, no sábado, bandas com sonoridade garage e um apego descarado ao sinistro, ao horror trash. Podia ser um festival, mas não é, as datas são independentes e só comprovam a categoria da programação regularmente exibida. Em digressão por Portugal, os Thee Eviltones surgem no Porto com 'In the Shadows of the Beast' e um combinado verdadeiramente explosivo de punk, fuzz e surf rock, à moda dos sessentas, enraivecido, diabolizante, proclamando mil e uma histórias de terror em ritmo vertiginoso e toque assustador. EL Cisco Loco chega de Coimbra para inquietar mentes mais desassossegadas e espremer as mais malignas e perversas.
Para quem vem de fora e gosta de acrescentar boas doses de rock'n'roll a passeios turísticos, obrigatório será assistir à jornada de sábado com a entrada em cena pela primeira vez em Portugal dos suecos de The Gravemen, um duo de bateria e guitarra e muita indumentária relacionada com o gore, espalhando pesadelos e levantando tormentas. Aclamados no Funtastic Dracula Festival, em Benidorm, e no Dirty Water Festival, em Londres, possuídos pela imaginação e improvisação, os The Gravemen não podem ser descritos na base de rótulos, eles conjugam rockabilly, garage e punk pelo que fazem lembrar no seu som figuras lendárias que vão de Hasil Adkins a Bo Diddley, passando por Screaming Lord Sutch. DJ A Boy Named Sue dará corpo ao festim pela noite fora, imprimindo ritmo e caos, apelando à invasão zombie na pista do Armazém do Chá.


O rock'n'roll volta com carga poderosa ao Armazém do Chá para um fim-de-semana

19 de setembro de 2011

Riba Café e uma festa para recordar esta sexta



Uma comunhão de vontades, uma convergência de paixões musicais. O Rock in Riba, concurso de bandas que se realiza no Riba Kaffe, em Ribeirão, vai ter sexta-feira um encontro de almas irmãs em festivais, em copofonia e loucura destravada. Tudo isto após o ritmo de quatro bandas em cartaz, em mais uma eliminatória de um concurso inédito, iniciado no último fim-de-semana e que encerra actos 1 de Outubro. Organiza o mítico Katana Club.

Ficam as promessas de Vinny Jones, integrante do Club Garage, e Angelo Vicente Jr, um afamado diabo de Espinho

«Garage alucinado, envolto em delírios vários e numa paixão destravada pelo ruído...
A acelerar pelos sessentas, revivendo o êxtase assombroso da época e convocando baile frenético. Uma volta ao mundo com fuzz, boogaloo, ryhthm & blues, hammond grooves, pulando entre atmosferas exóticas e ambientes cavernosos»

«selecção sonora que vai do tudo até ao e mais alguma coisa»

11 de agosto de 2011

Rodas e A Boy Named Sue no Armazém do Chá


Este sábado, dia 13 Agosto, o Armazém do Chá regista data conjunta de Rodas com A Boy Named Sue, num desfile certo de temas de eleição, cruzados entre interesses diversos de ambos. Certezas auditivas que passam pela escuta do melhor soul, blues, garage e punk, do mais antigo ao actual. Um encontro que deixa água na boca e palpitante expectativa, de quem goza cada segundo de desvario impulsionado pelo vício musical.

Black Diamond Heavies em Monção


Os Black Diamond Heavies estão de regresso a Portugal com o seu inflamado e expansivo blues rock, que já fez as delícias do público português em anteriores passagens. Além da ida a Leiria, o duo norte-americano irá marcar presença em Monção no Segude Music Festival, que decorre este fim-de-semana, 12 e 13 Agosto, na Praia Fluvial Senhor do Rio. Os Black Diamond Heavies, que já estiveram no festival de Blues de Coimbra e numa data marcada pela Cooperativa dos Otários no portuense Porto-Rio, tocam no primeiro dia.

1 de agosto de 2011

King Khan & Shrines no requinte do Euro Yeye


Mais uma edição do Euro Yeye está a chegar, espalhando charme e classe na bela e aprazível cidade de Gijón. No esplendor das Astúrias, o soul e o mod confluem para quatro noites memoráveis de concertos. Entre 4 e 7 de Julho, a discoteca Oasis vai acolher as principais actuações, com destaque para o rock psicadélico dos sessenta dos incontornáveis July, o soul intenso e envolvente de Maxime Brown e o imparável toque r&b de King Khan & the Shrines. O bilhete para o festival tem o preço de 75 euros, sendo 20 euros por noite, havendo muitos outros extras para desfrutar, tais como Allnighters com 14 dj's internacionais, concentração de scooters e exibição de filmes de culto dos sessentas.
O desfile de bandas começa esta quinta-feira com os ingleses July e The Bongolian. Os primeiros são históricos do rock psicadélico, novamente reunidos para fazerem reviver o sucesso das suas músicas. Na sexta-feira, a diva norte-americana Maxime Brown enche o cartaz, levando a Gijón todo o seu encanto por detrás de uma das mais poderosas vozes do soul. Os espanhóis Pepper Pots somam-se no menu. The Faithkeepers e The Higher State são as bandas alinhadas para actuar no sábado, no dia menos entusiasmante. Já o domingo esse suscita toda a atenção com a visita de King Khan & the Shrines, todo um furacão de soul e rhtyhm & blues, que desafia o espectador a uma curtição sem limites.

18 de julho de 2011

Milhões de Festa leva Liars e Bob Log III a Barcelos


Barcelos canta de galo e o povo empolga-se e embrenha-se com aquilo que é um permanente desejo de afirmação. Loucura arrebatadora, explosão sonora, doçura vespertina potenciada por uma acolhedora piscina...eis créditos de um Milhões de Festa que se declara firme e vibrante na sua relação com o público. A segunda edição está no forno e pronta a escaldar ao primeiro contacto com a luz do dia. De 22 a 24 de Julho as estradas do norte vão, garantidamente, entupir-se de tráfego, na excitante correria pela primeiríssima actuação do dia. Gente do Porto, Lisboa e Coimbra, Galiza já marcou a sua viagem, traçou a sua agenda, como que abraçando um causa maior, a roçar a apaixonante. O chamamento dos festivais do Verão deixou de ser exclusivo de Paredes de Coura, Zambujeira ou Vilar de Mouros, morando em Barcelos, um bastião do Minho, um centro de apurada e generosa gastronomia, aquele que mais se eleva na imensidão do futuro. O renovado e exuberante Parque Fluvial mesmo debaixo da ponte velha que separa Barcelos de Barcelinhos, caiu que nem gingas nesta organização saída em grande parte do corpo já estafado mas altamente calejado dessa produtora/editora Lovers & Lollypops. A voz de comando está no ponto e o festim pronto a ser servido...com bandas de topo como Liars, alucinantes condutores de ruído bárbaro, os Radio Moscow, consagrados na cena blues rock e espectacularmente dinâmicos em formato trio, as Electrelane, decididamente convidadas para dar um toque sedutor, romântico e harmonioso ao festival, ou ainda os Anti-Pop Consortium, lendas do hip-hop e reconhecidos por uma capacidade genuína de se reiventarem e embelezarem a construção das músicas com um jogo de rimas e poesia muito característico. O rock'n'roll na sua expressão mais primitiva fica a cargo do grandioso Bob Log III, senhor deboche em registo One Man Band, que com uma guitarra, uma bateria, um whisky em mãos e um menina mamalhuda ao colo, faz durar a adrenalina e espremer o líbido. Para ver e degustar sábado...a partir das 2, de preferência na companhia de um Jameson ou um Jack Daniels.


Apanágio da Lovers & Lollypops e recurso inevitável pelo vigor barcelense no que toca à formação de bandas, a representação da cidade vai-se fazer com nomes como Glockenwise, Black Bombaim ou Kakfa, ao que se soma um regresso dos Green Machine.
O cartaz está espalhado por três palcos (Milhões, Vice e L&L) acrescentando-se programação específica e bem atractiva de tarde na piscina municipal. São muitas as bandas portuguesas convocadas: Motornoise, Born a Lion, Mr Miyagi, Larkin, Hill, Long Way to Alaska, Veados com Fome, Botswana, Lobster, Riding Panico ou If Lucy Fell. Basta atentar no line up no próprio site: http://www.milhoesdefesta.com/lineup . Lá também se encontra o nome de Rodas, figura catedrática do Porto no que toca a passar música, em onda punk ou garage.
Dissecados os maiores pontos de interesse, fica a informação dos preços, dolorosos para uns, amigos para outros...Um fim-de-semana integral em festa vale 60 euros, comprado fora do período de venda antecipada...Por dia eram 20...agora são 25. Mas fica a certeza que o cartaz merece atenção.

17 de junho de 2011

Rock Rola em Barcelos em formato papel


Ao fim de cinco anos com edição online, o Rock Rola em Barcelos deu esta semana passo bem meritório e altamente valorativo do trabalho efectuado por Ílídio Marques e sua equipa. Agora, em formato papel, em registo trimestral, o Rock Rola em Barcelos passa a ser um suplemento do Jornal de Barcelos, tendo saído esta semana o primeiro número com entrevistas a Green Machine, Kakfa, Dear Telephone e Glockenwise. O lançamento surgiu em cima do festival GSM Fest, tendo havido ampla difusão do excelente magazine no dia inaugural, abrilhantado por mais uma actuação enérgica e explosiva dos Parkinsons.

15 de junho de 2011

Tornados + Dj Ignition no Armazém do Chá


Esta sexta-feira, os autores de Catraia voltam a tocar no Porto, fazendo chegar o seu som moderno de surf ao Armazém do Chá. Os Tornados, antigo Conjunto Contrabando, prosseguem de vento em popa o seu trajecto, conquistando fãs e território. Trajados com elegância dos cinquentas, eles são uma lufada de ar fresco no espectro musical português, combinando com mestria a doçura tradicional expressa nas letras em português e os arranjos surf. Este concerto insere-se na apresentação do EP Dinamite, que será disponibilizado no local em formato vinil. A noite seguirá com DJ Ignition na cabine, alimentando a pista do melhor rockabilly, dos loucos anos 50 até à actualidade.

9 de junho de 2011

Rock en Costa com Samesugas e Thee Homens no último acto


O Rock en Costa celebra dez anos e marca a data histórica com a despedida. Após labor de muitos anos em prol dos grupos galegos, dando espaço importante para muitos se mostrarem, a Associação Xurásica, sedeada no Castineirino, decidiu abrir mão da sua maior realização, ao que não são alheias outras prioridades. Mas a edição de encerramento junta no mesmo cartaz aquelas que são as bandas rainhas do festival, como os Samesugas e os Thee Homens, que continuam o seu trajecto de muitos anos no punk e no power pop respectivamente. Juntam-se ainda os Royalties, os Redullos e os L'Uomo di Gomma. O acesso aos concertos é gratuito. Uma boa oportunidade para dar um salto a Santiago de Compostela.

8 de junho de 2011

Parkinsons imparáveis em Londres


Coração musical da Europa, cidade efervescente e imparável em propostas, Londres foi uma experiência e tanto, com picos de intensidade e euforia de todo incomuns. A realização do segundo Dirty Water Festival resgatava atenções globais e colocava
ênfase no regresso aos palcos dos portugueses Parkinsons, que fizeram carreira altamente vigorosa e explosiva na capital inglesa. Sabedores da audiência feroz e fanática alinhada no Boston Arms, os Parkinsons de Afonso Pinto, Vítor Torpedo e Pedro Chau, revisitaram o seu repertório punk à moda de 77, encarnado em palco por uma atitude selvagem e frenética, que levantou aos primeiros acordes o absoluto caos numa sala clássica com capacidade para trezentas pessoas. O concerto dos portugueses foi simplesmente o derradeiro, o mais esperado e inflamado, de um dia recheado de actuações, boas quase sempre, ora fantasiosas ora mais debochadas. Ao som de Hate Machine, New Wave, Streets of London, Angel in the Dark ou Nothin to Lose, o delírio tomou conta do espectáculo de Parkinsons, sempre iguais a si mesmo, espremendo cada segundo do show com uma entrega arrebatadora, os decibéis subiram a níveis pouco habituais e o caldo de emoções disparou na linha da frente. Num desvario completo não houve contenção possível e todos fizeram balancear os corpos até que surgisse alguma barreira, gritando as letras da banda num registo absolutamente comprometido, consumindo energias até ao tutano. No meio da dedicação, pois claro está, houve muita tareia, muita nódoa negra e muito salto com aterragem directa ao solo. E o maior de todos os protagonistas, vindo de Andorra, desfilou pelo palco nu, alinhando nos coros e pulando para o meio da multidão. Foi o Kunha mais exposto e entregue que nunca. Foi uma festa farta em Londres vista por muitos portugueses e espanhóis e também por um alargado contingente vindo da Noruega.
Ao longo do dia/noite exibiram-se no Boston Arms outros grupos com selo de qualidade, casos concretos dos Revellions, Thanes ou Gravemen, estes reforçados com go-go dancers nórdicas, e ainda os Thee Exciters, num registo mais descontraído e debochado, por culpa descarada do seu vocalista, que se lançou pelo público colorindo caras e desafiando preconceitos com um baton garrido.
Se os Parkinsons motivaram a ida de muitos a Londres, a capital inglesa encheu o apetite com outras propostas irrecusáveis. Na primeira noite deparou-se-nos logo mais uma escaldante sessão das noites Neat Neat Neat no Garage, organizadas por Afonso Pinto. A punkalhada foi dominante e servida pelos locais The Ricky C Quartet e os Seminals. A assistência portuguesa esteve perto de ser maioritária, resquícios óbvios do culto que merecem os Parkinsons em Inglaterra, onde se formaram e onde se mostraram ao mundo.

Em ressaca do longo Dirty Water Festival foi-nos apresentado mais um festival no histórico Ryans, localizado em Church Street. Uma rua de topo, de ambiente relaxado e construções coerentes, em perfeita sintonia com um espaço de qualidade exemplar, munido de uma cave para concertos e uma esplanada ampla e vistosa. Pela tarde e noite desfilaram várias bandas e entre boas surpresas ficou na retina a actuação vibrante dos italianos Hangee V. Do garage ao punk passando por um cabaret manhoso, tratou-se de um combinado variado de estilos, comportamentos exaltados, que fecharam com chave de ouro um fim-de-semana de eleição.