Uma cidade enérgica com uma energia que contagia e vicia. O Barreiro Rocks é a explosão de uma genuína sedução pelo rock'n'roll eternamente enamorado pela interação com o público, pela selvajaria em palco e fora dele. Onde reina a comunhão por uma festa única. Volta a realizar-se em 2013, mas numa só noite, que se espera apoteótica. Dá pena que seja só uma mas fica a certeza da condensação de adrenalina, de vertigem insana, de perdição completa. Será este sábado, 30 de Novembro, no Grupo Desportivo Ferroviários. A ação vai começar com a atuação de Fast Eddie Nelson, pelas 21h30. O cartaz é quase cem por cento português, não fosse a contratação à última hora de Mark Sultan, o parceiro de King Khan na banda King Khan & BBQ Show, que assim embeleza o elenco do Barreiro Rocks, que terá ainda concertos de Xungaria do Céu, Nicotine's Orchestra, um cliente habitual do certame, Victor Torpedo Show, um projeto recente de Vitinho (Tédio Boys e Parkinsons), pela primeira vez a solo, que nos remete para a afeição ao dub e ao ska, e, finalmente, Murdering Tripping Blues. Maria P encerra as festividades com a seleção criteriosa de psych, freakbeat e garage. O bilhete está à preço altamente convidativo, 10 euros. Outra atração será a estreia nacional do documentário 'Música em Pó' de Eduardo Morais, realizador de 'Meio Metro de Pedra', que desta feita foca o seu olhar nos maiores coleccionadores de vinil do país, sem quaisquer censura de estilo. Tudo o resto é folia destravada, correria até ao petisco e um regresso a casa cheio, tão cheio de boas histórias.
28 de novembro de 2013
Barreiro Rocks é festa e ponto final
Uma cidade enérgica com uma energia que contagia e vicia. O Barreiro Rocks é a explosão de uma genuína sedução pelo rock'n'roll eternamente enamorado pela interação com o público, pela selvajaria em palco e fora dele. Onde reina a comunhão por uma festa única. Volta a realizar-se em 2013, mas numa só noite, que se espera apoteótica. Dá pena que seja só uma mas fica a certeza da condensação de adrenalina, de vertigem insana, de perdição completa. Será este sábado, 30 de Novembro, no Grupo Desportivo Ferroviários. A ação vai começar com a atuação de Fast Eddie Nelson, pelas 21h30. O cartaz é quase cem por cento português, não fosse a contratação à última hora de Mark Sultan, o parceiro de King Khan na banda King Khan & BBQ Show, que assim embeleza o elenco do Barreiro Rocks, que terá ainda concertos de Xungaria do Céu, Nicotine's Orchestra, um cliente habitual do certame, Victor Torpedo Show, um projeto recente de Vitinho (Tédio Boys e Parkinsons), pela primeira vez a solo, que nos remete para a afeição ao dub e ao ska, e, finalmente, Murdering Tripping Blues. Maria P encerra as festividades com a seleção criteriosa de psych, freakbeat e garage. O bilhete está à preço altamente convidativo, 10 euros. Outra atração será a estreia nacional do documentário 'Música em Pó' de Eduardo Morais, realizador de 'Meio Metro de Pedra', que desta feita foca o seu olhar nos maiores coleccionadores de vinil do país, sem quaisquer censura de estilo. Tudo o resto é folia destravada, correria até ao petisco e um regresso a casa cheio, tão cheio de boas histórias.
19 de novembro de 2013
Death By Unga Bunga e A Boy Named Sue de regresso ao Armazém do Chá
De regresso a Portugal com datas em Lisboa, Coimbra e Porto, é já este sábado que os noruegueses Death By Unga Bunga regressam ao palco do Armazém do Chá, onde já deixaram rasto de uma festa vibrante, graças ao seu garage inspirado nas bandas lendárias dos sessentas e de vocação mais cavernosa. A banda nórdica, munida de vestimentas e instrumentos marcadamente vintage, está a apresentar o seu novo álbum You're an Animal por toda a Península Ibérica.
DEATH BY UNGA BUNGA
Apesar de ser um quinteto bastante jovem, ao longo dos últimos anos conseguiu conquistar o seu espaço. Centenas de intensos concertos e o álbum de estreia, Juvenile Jungle (2010), foram o suficiente para despertarem a curiosidade do público e fazer virar as atenções para a banda oriunda de Moss, Noruega. Os Death By Unga Bunga têm a música e cultura dos anos 60 como a sua maior influência. Chegam a Portugal com novo álbum, “You’re na animal”, editado em Setembro deste ano.
DJ A BOY NAMED SUE
Os seus sets caracterizam-se por uma forte vertente rock 'n' roll, nos quais visita sonoridades soul, funk, rhythm and blues, garage e punk rock ou new wave, uma espécie de máquina do tempo que cria laços entre os grandes clássicos e as novas tendências da música contemporânea. Playlists ou sets pré-definidos não têm espaço neste universo caracterizado por ambiestes dançaveis e festivos, intensos e imprevisíveis, recheados de hits do passado e do presente. Sinal dos tempos ou desígnio dos Deuses, A Boy Named Sue baralha e volta a dar a História da Música Popular, sem quebras de ritmo nem tiros no escuro, como só um verdadeiro mestre de cerimónias é capaz.
DEATH BY UNGA BUNGA
Apesar de ser um quinteto bastante jovem, ao longo dos últimos anos conseguiu conquistar o seu espaço. Centenas de intensos concertos e o álbum de estreia, Juvenile Jungle (2010), foram o suficiente para despertarem a curiosidade do público e fazer virar as atenções para a banda oriunda de Moss, Noruega. Os Death By Unga Bunga têm a música e cultura dos anos 60 como a sua maior influência. Chegam a Portugal com novo álbum, “You’re na animal”, editado em Setembro deste ano.
DJ A BOY NAMED SUE
Os seus sets caracterizam-se por uma forte vertente rock 'n' roll, nos quais visita sonoridades soul, funk, rhythm and blues, garage e punk rock ou new wave, uma espécie de máquina do tempo que cria laços entre os grandes clássicos e as novas tendências da música contemporânea. Playlists ou sets pré-definidos não têm espaço neste universo caracterizado por ambiestes dançaveis e festivos, intensos e imprevisíveis, recheados de hits do passado e do presente. Sinal dos tempos ou desígnio dos Deuses, A Boy Named Sue baralha e volta a dar a História da Música Popular, sem quebras de ritmo nem tiros no escuro, como só um verdadeiro mestre de cerimónias é capaz.
12 de novembro de 2013
Club Garage estreia-se nos Maus Hábitos
Rock'Roll Mariachi & Chili Fever - com Club Garage a partir das 17 horas e exibição do filme Decima Vittima, de Elio Petri com Marcelo Mastroianni, Ursula Andress e Elsa Martinelli, a partir das 21h30. Rock'n'Roll Mariachi & Chili Fever começa sábado no Maus Hábitos e em futuras datas a coisa vai ganhar brilho com concertos. Para já temos o Club Garage associado a pratadas suculentas e apuradas até ao limite, havendo pizza mariachi e super chili na ementa. E para que não vos falte nada, conforto, delírio e acomodação ao espaço haverá a exibição de um filme ao início da noite. A música a cargo de Vinnie Jones e Mojo Hannah estará omnipresente rasgando todas as fronteiras e convocando o espírito de Screamin Jay Hawkins, Little Willie John, La Lupe, não esquecendo cavalgadas psicadélicas inebriantes e autênticos furacões garajeiros. Agarrem-se à pista logo à tardinha, a partir das 17 horas, e não arredem pé em momento algum.
Chega uma festa nova, absolutamente recheada de tentações. O paladar mexicano estará a degustação do freguês com a estreia de uma pizza divinal apresentada pela casa. A glória dos sessentas celebra-se tarde e noite carregando o festim com psicadelismo, exotismo e todo o desvario bandas mais obscuras, insanas e selvagens de que há memória, retratadas brilhantemente nas compilações dos Nuggets, Back from the Grave, Teenage Shutdown ou Pebbles. O deleite visual está assegurado pela exibição de um filme icónico da época, pleno de arrojo futurista.
«Num futuro próximo, as guerras são evitadas com a oportunidade dada a pessoas com índole violenta de matar a outros num jogo de vida ou morte chamado 'A Grande Caçada'. A Caçada é a forma de entrenimento mais popular do mundo e atrai todo tipo de pessoas em busca de fama e fortuna. Ele é disputado em dez rodadas para cada competidor, cinco como caçador e cinco como vítima. Quem conseguir chegar ao fim e liquidar seu décimo adversário, torna-se extremamente rico, famoso e se aposenta.
Chega uma festa nova, absolutamente recheada de tentações. O paladar mexicano estará a degustação do freguês com a estreia de uma pizza divinal apresentada pela casa. A glória dos sessentas celebra-se tarde e noite carregando o festim com psicadelismo, exotismo e todo o desvario bandas mais obscuras, insanas e selvagens de que há memória, retratadas brilhantemente nas compilações dos Nuggets, Back from the Grave, Teenage Shutdown ou Pebbles. O deleite visual está assegurado pela exibição de um filme icónico da época, pleno de arrojo futurista.
«Num futuro próximo, as guerras são evitadas com a oportunidade dada a pessoas com índole violenta de matar a outros num jogo de vida ou morte chamado 'A Grande Caçada'. A Caçada é a forma de entrenimento mais popular do mundo e atrai todo tipo de pessoas em busca de fama e fortuna. Ele é disputado em dez rodadas para cada competidor, cinco como caçador e cinco como vítima. Quem conseguir chegar ao fim e liquidar seu décimo adversário, torna-se extremamente rico, famoso e se aposenta.
7 de novembro de 2013
Smoggers em data com Dirty Coal Train
5 de novembro de 2013
Night Beats, Black Angels e os portuenses TT Syndicate nos 25 anos do Purple Weekend
O Purple Weekend é um colosso que semeia o encanto ao longo de quatro dias, reaproximando pessoas e aglutinando afinidades. Criando azáfama e um mundo de perdição, tamanha a imensidão de discos em redor, lambrettas de coleção, um requinte retro entusiasmante ao primeiro olhar. A música, qual prazer sublime, tem neste festival de Leon, que vai gozar o 25º aniversário entre 5 e 8 de Dezembro, uma extraordinária febre, uma alucinação prolongada de arte, de efeitos, de sons, de moda, envolvendo dádivas maravilhosas a amantes do psych, do beat, do garage e do soul e rhythm and blues, agarrados à vibração única, permanente, contagiante, que enche as tardes e percorre sem fim as noites. A oferta é tão fantástica como surpreendente, rendendo homenagens e oportunidades únicas, desbravando a aura da cidade a cada segundo. De ano para ano, construindo uma história riquíssima, suportada numa organização altamente competente, que escolhe a dedo, com incrível sabedoria para corresponder a anseios e muitas tentações. Do suspiro por monstros sagrados a revelações escaldantes, o Purple Weekend tem uma rede eficaz, reeducando sensibilidades com um amplo naipe de nomes sonantes guardados para cada ocasião, conforme os desejos da faminta maioria. León tem a vocação, tem o contexto, tem a elegância, tem um charme inconfundível no ar, tem o saber bem receber e ainda melhor entreter. O Purple Weekend é um fascínio dentro de outro maior, que nos faz embarcar numa viagem intemporal, regalando os olhos com atuações deslumbrantes e momentos inesquecíveis na mais louca pista de dança. E é sempre a suspirar por mais, o dia é preenchido com qualidade exemplar, passando pelas investidas ao Mongogo, mergulhando aí num paladar mexicano, num convívio fantástico e num estilo decorativo acolhedor, onde cartazes vistosos fazem as delícias dos curiosos, estejam eles sintonizados ou colados ao psychobilly e às produções de Série B, reavivando a memória para desconcertantes fitas de horror ou sci-fi. A degustação musical não tem fim, as tardes no Gran Café são simplesmente deliciosas...e perigosas, tal a escalada vertiginosa de temas bombásticos, capaz de fazer gastar muita energia.
O cartaz de 2013, embora desfalcado dos Thee Flamin Groovies, que canceleram recentemente a sua presença, atesta a força de uma organização sempre em crescendo, desenhando uma festa de eleição, sedutora com bandas do calibre de Night Beats e Black Angels, norte-americanos comprometidos com o psych e com doses eletrizantes de reverb, gloriosos em palco, endeuzando gente ilustre como Roky Erikson, Spacemen 3 ou Velvet Underground. Tocam ambas em Leon no sábado, 7 de Dezembro. Os Night Beats, com o álbum 'Sonic Bloom' na bagagem, e os Black Angels, viajando com 'Indigo Meadow' transportam este Purple Weekend para um diferente universo sonoro, apelando a fãs pouco convencionais do festival. Dentro do que é mais habitual, vislumbram-se nomes consentâneos com a tradição do Purple e o seu espetro negro. O soul e o ryhthm & blues estão defendidos com a mais indelével categoria, representados brilhantemente por Lala Brooks, um dos rostos das enormíssimas the Crystals, celebrizadas por êxitos como 'He's a Rebel', 'Then He Kissed Me' ou 'Da Doo Ron Ron'. A excelsa intérprete, que ainda se agora se atreveu a lançar mais um trabalho magnífico, produzido pelo grande Mick Collins (Gories e Dirtbombs) estará acompanhada em palco pelos galegos The Allnight Workers.
A voz talentosa de Nikki Hill é outra inestimável atração, bem como o concerto de Jeff Hershey & the Heartbeats, não se podendo ignorar as apostas em bandas frescas e excitantes como os galegos The Limboos, que contam com elementos dos Phantom Keys, e os portuenses TT Syndicate, que combinam referências do mais prazeroso e dançável rhythm & blues. Habituados à estrada e a circuitos que vão do soul ao rockabilly conseguem expressar-se em palco com sublime ousadia e bom gosto nos arranjos. A não perder, tal como os austríacos The Attention, adorados pelo público espanhol graças a um garage beat do mais refinado que se pode apreciar, os ingleses The New Electric Ride, os franceses French Boutike ou os suecos The Most. E há bandas como os norte-americanos The Decibels ou Kurt Baker, enquadrados numa linha de power pop, onde também pontificam os galegos Niño y Pistola, que estarão em Leon para apresentar o seu novo album There's a Man with a Gun Over There.
Muito apetecível promete ser o concerto dos The Sloths, banda norte-americana dos sessentas, formada em Los Angeles, que criou hinos como Makin Love e You Mean Everything, um sete polegadas dos mais raros da cena garageira de tendência mais obscura e selvagem, reaproveitada e valorizada mais tarde nas compilações Back from the Grave, com registo no volume 2. Depois de longos 45 anos de interregno, tiveram vida curta nos sessentas, reuniram-se em 2011 com uma base forte da formação original e são descritos hoje em dia como fiáveis e totalmente pujantes, fazendo justiça ao som com que se destacaram e ao caminho que iluminaram para outros grupos com o mesmo apetite voraz pelo garage cavernoso embebido no mais genuíno rhythm & blues. Makin Love pode muito bem ser o tema maior e o espelho de mais um grandioso Purple Weekend.
Toda a informação relativa às bandas está no site oficial do festival, bem como indicações sobre a melhor forma de aquisição dos bilhetes, custando 65 euros o ingresso para a totalidade do Purple Weekend, composto por quatro noites. Além dos concertos no Pavilhão CHF, das allnighters na discoteca Oh Leon, merecem relevo uma exibição de scooters, exposições variadas e um mercadinho de discos.
O cartaz de 2013, embora desfalcado dos Thee Flamin Groovies, que canceleram recentemente a sua presença, atesta a força de uma organização sempre em crescendo, desenhando uma festa de eleição, sedutora com bandas do calibre de Night Beats e Black Angels, norte-americanos comprometidos com o psych e com doses eletrizantes de reverb, gloriosos em palco, endeuzando gente ilustre como Roky Erikson, Spacemen 3 ou Velvet Underground. Tocam ambas em Leon no sábado, 7 de Dezembro. Os Night Beats, com o álbum 'Sonic Bloom' na bagagem, e os Black Angels, viajando com 'Indigo Meadow' transportam este Purple Weekend para um diferente universo sonoro, apelando a fãs pouco convencionais do festival. Dentro do que é mais habitual, vislumbram-se nomes consentâneos com a tradição do Purple e o seu espetro negro. O soul e o ryhthm & blues estão defendidos com a mais indelével categoria, representados brilhantemente por Lala Brooks, um dos rostos das enormíssimas the Crystals, celebrizadas por êxitos como 'He's a Rebel', 'Then He Kissed Me' ou 'Da Doo Ron Ron'. A excelsa intérprete, que ainda se agora se atreveu a lançar mais um trabalho magnífico, produzido pelo grande Mick Collins (Gories e Dirtbombs) estará acompanhada em palco pelos galegos The Allnight Workers.
A voz talentosa de Nikki Hill é outra inestimável atração, bem como o concerto de Jeff Hershey & the Heartbeats, não se podendo ignorar as apostas em bandas frescas e excitantes como os galegos The Limboos, que contam com elementos dos Phantom Keys, e os portuenses TT Syndicate, que combinam referências do mais prazeroso e dançável rhythm & blues. Habituados à estrada e a circuitos que vão do soul ao rockabilly conseguem expressar-se em palco com sublime ousadia e bom gosto nos arranjos. A não perder, tal como os austríacos The Attention, adorados pelo público espanhol graças a um garage beat do mais refinado que se pode apreciar, os ingleses The New Electric Ride, os franceses French Boutike ou os suecos The Most. E há bandas como os norte-americanos The Decibels ou Kurt Baker, enquadrados numa linha de power pop, onde também pontificam os galegos Niño y Pistola, que estarão em Leon para apresentar o seu novo album There's a Man with a Gun Over There.
Muito apetecível promete ser o concerto dos The Sloths, banda norte-americana dos sessentas, formada em Los Angeles, que criou hinos como Makin Love e You Mean Everything, um sete polegadas dos mais raros da cena garageira de tendência mais obscura e selvagem, reaproveitada e valorizada mais tarde nas compilações Back from the Grave, com registo no volume 2. Depois de longos 45 anos de interregno, tiveram vida curta nos sessentas, reuniram-se em 2011 com uma base forte da formação original e são descritos hoje em dia como fiáveis e totalmente pujantes, fazendo justiça ao som com que se destacaram e ao caminho que iluminaram para outros grupos com o mesmo apetite voraz pelo garage cavernoso embebido no mais genuíno rhythm & blues. Makin Love pode muito bem ser o tema maior e o espelho de mais um grandioso Purple Weekend.
Toda a informação relativa às bandas está no site oficial do festival, bem como indicações sobre a melhor forma de aquisição dos bilhetes, custando 65 euros o ingresso para a totalidade do Purple Weekend, composto por quatro noites. Além dos concertos no Pavilhão CHF, das allnighters na discoteca Oh Leon, merecem relevo uma exibição de scooters, exposições variadas e um mercadinho de discos.
13 de dezembro de 2012
12 de dezembro de 2012
Club Garage convida Thee Chargers para brutal festança
Farra de natal, salvo seja, farra de fim-de-semana, insanidade e deboche de braços dados numa confraternização para durar até se esgotarem as pilhas, falharem as pernas, torcidas pelos abusos, ou se triturar o cérebro por tamanha sobrecarga de adrenalina. O Club Garage despede-se de 2012 com requinte e substância e um indubitável toque surf, ao ritmo dos endiabrados Thee Chargers, convidados para integrarem o elenco de uma noite colossal de garajadas desenfreadas no Indiscreta, invadindo palco, pista, basti...dores, sem refúgios nem tolerância para quem quer que seja desejar acalmar o corpo e a mente. So há licença para curtir o som e viajar...e muito, por destinos paradisíacos ou cavernosos, sugeridos por música encorpada especialmente e excecionalmente nos anos sessenta. Findado o concerto dos Thee Chargers, seguir-se-á o Club Garage com Ana Machine Guns, Oscar Gomes, Vinnie Jones e um reforço de luxo: Carlos Moura.
20 de novembro de 2012
O Purple Weekend de Roky Erickson
O Purple Weekend está de volta para 3 noites sedutoras de envolvência única com as sonoridades apaixonantes dos sessentas, homenagendo correntes psicadélicas, soul e garageiras. Unanimemente considerado um dos festivais proeminentes do país vizinho, o Purple Weekend atinge a 24ª edição e decorrerá este ano entre 6 e 8 de Dezembro, tendo em cartaz três nomes de história monstruosa e impacto brutal, como o lendário Roky Erickson, inconfundível líder dos 13th Floor Elevators - autores de You're Gonna Miss Me, Reverberation, Fire Engine, Slip Inside this House - deixando rasto de inspiração para vários grupos posteriores, incluíndo os Primal Scream e os Spacemen 3, e também de uma notável carreira para lá dessa etapa, expressa, por exemplo, no peculiar album «I Think of Demons» lançado com os Aliens. Roky vem a Leon para concerto único. A este guru desconcertante do psicadelismo somam-se os míticos The Mockers, conhecidos como os Stones do Uruguai ou ainda a selvajaria divertidíssima dos Rezillos, que saíram das ruas de Edimburgo para impressionar o mundo nos finais dos setentas com o seu punk alinhado ao movimento new/wave. À parte de nomes gigantes, por si só justificativos de adesão máxima, o festival reúne várias bandas com capacidade de atração suficiente. São os casos de Gentleman Jesse and His Men, Nick Waterhouse, Les Terribles, The Kik, Phantom Keys, Kings of Mahaka, The Ripe, Bart Davenport ou Jacco Gardner. Tudo isto distribuído por vários palcos do certame, havendo ainda espaços próprios dedicados a exposições e mostras de cinema, merecendo ênfase, neste particular, a exibição de Meio Metro de Pedra do português Eduardo Morais, que desbrava várias etapas do rock'n'roll produzido em solo nacional. A cultura dos sessentas estará ao rubro durante três dias, em que Leon ferverá de entusiasmo e o seu público fiel se entregará de uma forma feérica e absolutamente cúmplice ao programa apresentado. ALém dos concertos, já se sabe, o Purple Weekend oferece noites de requinte deslumbrante na discoteca Oh Leon com os melhores dj's europeus a ditarem leis através das escolhas mais criteriosas em 45 polegadas. Haverá tempo para gozar os mais esplendorosos temas de soul e rhythm & blues, bem como os sucessos mais escondidos do garage e da onda psicadélica. Face à reunião destes ingredientes, o Purple Weekend promete tocar o céu em nova edição, preencher a curiosidade de cada um e entrar fulgurante nas memórias dos estreantes. A presença de Roky Erickson é a qualidade diferencial desta edição, de um festival com história própria que consegue sempre recuperar bandas e figuras de referência de décadas idas. Autor de aclamadíssimos albuns a solo e outros como líder dos 13th Floor Elevators, Roky tem uma história de encantar, sendo, sem dúvida alguma, senhor de uma das vidas mais fascinantes dos livros de rock'n'roll, pelas melhores e piores razões. Uma figura intemporal, decisiva, influente e incomparável.
Esta nova edição do Purple Weekend custa no seu todo 62 euros, sendo o bilhete diário de 25 euros ou 30 euros, conforme seja compra antecipada ou na bilheteira, ao passo que o ingresso para os concertos da tarde no Espaço Vias valem 6 euros.
19 de novembro de 2012
Parkinsons no Porto para escaldar Armazém do Chá
Os Parkinsons regressam à Invicta diretos ao coração dos seus fãs mais exaltados e desvairados. O concerto da próxima sexta-feira, dia 23, no Armazém do Chá, será a melhor compensação para aqueles que se sentiram contraídos a desfrutar da banda de Coimbra no insólito Arraial de Engenharia no Dragão Caixa. Aí o ambiente foi claramente desconfortável, as condições sonoras sofríveis e o comportamento dos seguranças absurdo. Aspetos perfeitamente dispensáveis numa noite de rock'n'roll de excelência que só a presença dos Parkinsons sugere. A apresentação do novo álbum no Armazém do Chá será, portanto, momento bem mais amparado e rodeado da envolvência necessária para que a demência se apodere de todos, sem exceção, num descarregamento de energia sem fim do quarteto constituído por Afonso Pinto, Vítor Torpedo, Pedro Chau e Kaló, heróis de toda uma geração punk que cresceu a admirá-los já no tempo dos Tédio Boys.
12 de novembro de 2012
Pedrito Diablo e los Cadáveras chegam ao Porto
Pedrito Diablo e Los Cadáveras visitam no próximo dia 1 de Dezembro o espaço do Café Galerias de Paris, situado em rua com idêntico nome. Este grupo surf galego apaixonado por Dick Dale, Link Wray, Ventures, Trashmen ou Duane Eddy desenvolve com destreza e apuro instrumental o seu fascínio pelo western e pelas bandas sonoras de Morricone. Saídos de bandas enérgicas e vitais no rock'n'roll galego (como Israel Ruiz dos Thee Tumbitas, Villanos de Boraville), este é já um grupo destacado que vem tocando e muito pela região e por outras cidades de referência de Espanha. Em palco, Pedrito Diablo e Los Cadáveras são puro rock'n'roll apoiados por uma estética singular e cativante.
24 de outubro de 2012
Parkinsons para ver no Dragão Caixa
Os Parkinsons regressados ao fim de alguns anos às ediçoes discográficas chegam finalmente ao Porto para um concerto num insólito Dragão Caixa, que servirá para mostrar os temas do seu novo álbum Back To Life, que tem como single Good Reality. O grupo de Coimbra, que esteve muito tempo radicado em Londres, conquistando o exigente mercado inglês, está agora composto por Vítor Torpedo(guitarra), Pedro Chau (baixo), Afonso Pinto (voz) e renovado com Kaló (bateria), um velho filho da cena rock'n'roll de Coimbra, celebrizado por passagens pelos Tédio Boys, Bunnyranch ou mais recentemente Tiguana Bibles. Carisma e despudor são marcas intrínsecas e essenciais de todos eles, unidos nas influências e num crescimento musical conseguido numa cidade absolutamente efervescente. Ao primeiro acorde e ao primeiro salto do seu incansável vocalista, tantas vezes reputado de Iggy Pop português, os Parkinsons abraçam a sua selva e espalham uma tremenda sobre-excitação no público. O concerto no Dragão Caixa está marcado para esta sexta-feira, 26 de Outubro. E acrescente-se que sábado os Parkinsons viajam um pouco mais para a norte para uma atuação em Guimarães, onde são também extremamente acarinhados.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









