8 de abril de 2014

Mish Mash aquece pista da Lomo no sábado

"Depois de 8 anos de Club de Funk, festas em que Pedro Tenreiro incendiou pistas de dança, ao mesmo tempo que dava a conhecer autênticas pérolas da música negra norte-americana dos 60 e 70, chegou agora a vez do Mish Mash, noites em que se celebra a energia inesgotável do Rhythm'n'Soul.

Uma viagem no tempo à procura das raízes do Funk e Soul que explorou nos últimos 8 anos, onde colidem vários géneros para, a partir de 45 rotações originais, criar um menu musical único e altamente dançável".



Club Garage em noite de concerto no Armazém do Chá com outros ilustres em ação



Esta sexta-feira há Club Garage no Armazém do Chá com exaltação de alianças demoníacas, pegando nesse parceiro de profundo e adorável deboche, Xinas, autêntico monstro sagrado do rock na Invicta, cravando o seu nome em projetos variados e palpitantes. Figura hoje novamente em Fat Freddy, ressurgidos com  novo conteúdo, estando também no super elenco de Bezegol Rude Bwoy Banda. Estará na cabine ao lado de Zé Pedro (Xutos), músico que, aliás, convidou há uns anos para fazer parte do seu tributo anual a Clash e ao seu vocalista Joe Strummer, os Clash City Rockers. Antes de tudo, com as duas zonas do Armazém do Chá tomadas por festas convergentes e indomáveis, haverá um concerto, o primeiro dos recém-formados Pulha Seltzer. Atuam em casa, desejosos de exibir em palco todo o trabalho concebido desde 2012. Tocam no Punk e no pós-rock e expressam-se em português. 

Encantador ou depravado, convidativo ou incendiário, o Club Garage tem ordens pelas que se rege e no seu raio genético está gozar a fama que o precede e oferecer as melhores vibrações à pista, com muito rock'n'roll de todas as épocas em descargas desalmadas de ruído,de sujidade elementar a instrumentais arrebatadores. Estão, como tal, todos convidados para um banquete sonoro de surf, garage, psych beat, r&b, hammond grooves e outras ousadias excitantes.

26 de fevereiro de 2014

Carnaval de luxo no Armazém do Chá com concerto de Keep Razors Sharp e dj sets de A Boy Named Sue e Adolfo Luxúria Canibal


O Armazém do Chá organiza este sábado, dia 1 de Março, uma valente festa de carnaval com um concerto dos Keep Razors Sharp, que juntam um elenco de luxo numa viagem ao estilo de uma super banda e no conforto de amizades altamente consolidadas. Registem-se as presenças neste recente projeto de Afonso Rodrigues (voz e guitarra) aclamado pela sublime grandeza de Sean Riley & the Slowriders, Rai (voz e guitarra), líder dos The Poppers, Bráulio (baixo), ex-Capitão Fantasma e ainda Carlos BB, que segue nos Riding Panico. Depois de se ter juntado em Maio de 2013, o quarteto vai dando os primeiros passos, contagiando plateias de Coimbra, Leiria, Lisboa e até Cartaxo, onde abriram para Eternal Tapestry. A noite vai ter outros inegáveis pontos de interesse, estando a música defendida com categoria face às presenças de A Boy Named Sue, um habitual agitador da folia portuense, que regressa com a saudade de quem deseja deixar o Armazém a fumegar e carregado de boas vibrações, com garantia de ryhthm & blues, soul e cavalgadas psicadélicas. Expoente em qualquer palco ou lugar que pise, Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta) também fará uma aparição no Armazém do Chá com aquele seu instinto feroz, conhecimento exemplar, misturando sonoridades épicas com tendências contemporâneas.




















10 de fevereiro de 2014

Club Garage apresenta este sábado, 15 Fevereiro: Música em Pó (documentário de Eduardo Morais) e concerto de Las Aspiradoras (fuzz demencial de Toledo)

Este sábado o Club Garage abre e fecha atos no Maus Hábitos, apresentando o brilhante documentário de Eduardo Morais: Música em Pó e o concerto insano da banda espanhola Las Aspiradoras com novo álbum recém-produzido no Circo Perrotti e em estreia por Portugal.




CLUB GARAGE APRESENTA NO MAUS HÁBITOS

15 de Fevereiro

17h || Club Garage Dj Set
22h || Documentário Música em Pó, de Eduardo Morais
23h || Las Aspiradoras (Live)

Entrada 3€ a partir das 23h (só para concerto)

O Maus Hábitos cria para esta tarde/noite as pizzas Mariachi, a provar.


17h || Club Garage Dj set || Entrada Livre
Encantador ou depravado, convidativo ou incendiário, o Club Garage tem ordens pelas que se rege e no seu raio genético está gozar a fama que o precede e oferecer as melhores vibrações à pista, com muito rock'n'roll de todas as épocas em descargas desalmadas de ruído,de sujidade elementar a instrumentais arrebatadores. Estão, como tal, todos convidados para um banquete sonoro de surf, garage, psych beat, r&b, hammond grooves e outras ousadias excitantes.

https://www.facebook.com/groups/111223368900508/

22h || Documentário Música em Pó de Eduardo Morais || Entrada Livre
Documentário sobre colecionadores de vinyl

"Doze pessoas e milhares de discos. “Música em Pó” não visa enaltecer o passado, tampouco condenar a evolução musical. Aqui são retratadas histórias de alguns dos colecionadores mais ávidos de Portugal, são desvendadas algumas das mais raras preciosidades em vinyl, e são apresentados dez passos básicos para arquitetar uma colecção de discos. Totalmente realizado, produzido e captado por Eduardo Morais, este filme abordará a música pelo seu formato, pelos reflexos das suas capas, e pelas viagens dos próprios discos até ao seu proprietário final."



https://www.facebook.com/musicaempo

23h || Las Aspiradoras (Live) || Entrada 3€
Aclamados por um fuzz demencial que aplicam nas suas actuações, Las Aspiradoras são um super grupo Toledano-Manchego formados no início de 2009 com o único objetivo de perverter qualquer cenário que se preste ao seu espectáculo com um som garage punk dos sessentas como bandeira. Os seus cinco membros embarcam numa espiral de hedonismo e destruição a todo aquele que se acerca dos seus concertos. A formação está hoje reconvertida mas Las Aspiradoras continuam a desatar os seus instintos mais primitivos junto de quem decide seguir os seus passos. Dementes, eléctricos e pungentes.

https://www.facebook.com/pages/Las-Aspiradoras/202774726418710

http://tascodogarage.blogspot.pt/2014/01/las-aspiradoras-caracterizam-novo-album.html

17 de janeiro de 2014

Las Aspiradoras com um novo álbum 'Haciendo Amigos', uma bomba relógio para estremecer com o Maus Hábitos e o Carpe Diem. Curta entrevista ao Tasco do Garage...

O grupo de Toledo vai estrear-se em Portugal com datas em Fevereiro no Carpe Diem, em Santo Tirso (14 Fevereiro) e Maus Hábitos, no Porto (15 Fevereiro). Chegam já com o seu novo trabalho 'Haciendo Amigos' editado pelo selo alemão Soundflat, gravado, misturado e produzido como sempre no Circo Perroti, em Gijon. A banda está hoje formada por Diego Pérez (voz e guitarra), Juanjo Crespo (baixo), Rafael Quinto (Guitarra-fuzz), Oscar Santos (bateria) e Julia Lozano (farfisa). Depois dos brilhantes 'Ni Rastro de Polvo' com que se lançaram na cena garageira, 'Mil Puñaladas' e o single 'Malmete/Dientes' este é o quarto capítulo do seu ainda curto trajecto. De Portugal para o mundo, pretendem voltar a girar pela Europa. A força dos seus concertos, carregados de 'garaje, punk, mucho fuzz, farfisa, guitarras canallas, macarrismo' já os levou a actuações na Alemanha, Bélgica e Holanda.
Aclamados por um fuzz demencial que aplicam nas suas actuações, Las Aspiradoras são um super combo Toledano-Manchego formados no início de 2009 com o único objetivo de perverter qualquer cenário que se preste ao seu espectáculo com um som garage punk dos sessentas como bandeira. Os seus cinco membros embarcam numa espiral de hedonismo e destruição a todo aquele que se acerca dos seus concertos. A formação está hoje reconvertida mas Las Aspiradoras continuam a desatar os seus instintos mais primitivos junto de quem decide seguir os seus passos. Dementes, eléctricos e pungentes.
Aqui fica uma entrevista rápida ao Tasco do Garage que serve para abrir o apetite:
1) Quem vos ouve percebe que estão num caminho muito idêntico aos Wau y Los Arrrghs, incendiando os palcos com um garage demencial. Este é um grupo que funciona de referência na vossa mente pelo que se conhece de garage espanhol?

 Wau y los Arrrghs são uma referência de Garage a nível mundial, são amigos e apreciámos muito a direcção que tomaram com o seu novo trabalho, mas a verdade é que viemos a tomar caminhos diferentes. Eles editaram um LP mais melódico, sem perderem a sua essência de garage, e da nossa parte houve um atrevimento com uma vertente mais punk.

 2) Como é que vocês desejam apresentar o novo trabalho, que acabam de produzir?

 É uma bomba relógio, dez pedaços de garage punk em maiúsculas, canções trepidantes, riffs incisivos e uma lírica sarcástica. 'No dejamos títere con cabeza'

 3) Quais são afinal os grupos que mais vos enchem as medidas?

 Cada um dentro da banda tem os seus próprios gostos. Mas dos grupos actuais que estão a fazer música interessante podemos destacar os Acid Baby Jesus, The Ripe, Wau y los Arrrghs!, Dead Rabbits, The See See, The Legs, The Youth, Hollywood Sinners, Imperial Surferes, Phantom Keys, Fogbound e muitos mais.

16 de janeiro de 2014

Mish Mash de volta ao Armazém do Chá

Pedro Tenreiro, consagrado dj da cidade do Porto, um amante do vinil, um raro coleccionador, englobando o distinto elenco dos Sete Magníficos, é autor das festas Mish Mash no Armazém do Chá. Este sábado está prometida nova jornada de requinte. O Mish Mash foca-se na era em que as Jukebox eram rainhas. O Rhythm & Blues, nas suas mais diversas formas, constitui o ponto de partida para uma noite onde se viaja pelo Rock’n’Roll, Northern Soul, Mod Jazz, Surf, Popcorn, Tittyshakers, num apanhado de temas quentes que escaldam a pista e despertam amplas sensações. Ninguém pode ficar indiferente a um aconchego auditivo que transporta para uma atmosfera de clube com uma infindável coleção de singles, que aquecem o coração e agitam os corpos.

7 de janeiro de 2014

Big Sur Sessions apresentam Dirty Coal Train e Música em Pó

O Carpe Diem, em Santo Tirso, será esta sexta-feira cenário de festividades altamente recomendáveis a ouvidos atentos e a melómanos convictos. A organização volta a pertencer ao projeto Big Sur Sessions, que tão bem trabalha e insiste na fomentação de bons hábitos culturais pelo concelho, arquitetando concertos arrojados e outras iniciativas louváveis. Esta sexta-feira é uma combinação de atos, exaltando-se o bom gosto de Nuno Rabino e companhia. Aprecie-se o novo documentário de Eduardo Morais «Música em Pó», que junta na tela os maiores coleccionadores de vinil em Portugal, sem se preocupar com estilos, já que um coleccionador é sempre um amante de raridades e alguém que estima pérolas variadas de todas as décadas. Seguidamente ao documentário, haverá concerto dos lisboetas The Dirty Coal Train e uma promessa de garage sujo desenfreado. Uma banda que esteve recentemente no Porto a apresentar o novo álbum no Armazém do Chá com selo da Groovie Records. Terminado isto, a música será sempre de categoria maior e rotação ímpar a cargo do excelentíssimo Nunchuck, nome artístico de Eduardo Morais, lá está o realizador de Música em Pó, distinto sucessor de Meio Metro de Pedra.

30 de dezembro de 2013

Los Chavales nos Maus Hábitos em novo Rock'n'Roll Mariachi & Chili Fever

O Rock'n'Roll Mariachi & Chili Fever regressa este sábado, 4 de Janeiro nos Maus Hábitos, apresentando pela primeira vez em Portugal os galegos Los Chavales, munidos do seu novo trabalho 'Asulado', altamente elogiado e respeitador da tradição beat espanhola. «Esta é a banda que melhor conseguiu apanhar a essência do beat espanhol dos sessentas», nas palavras de Jorge Munoz Cobo, o reputadíssimo Doctor Explosion, que gravou Los Chavales no Circo Perrotti, em Gijón, onde gravam as melhores bandas de garage, beat, r&b e surf da Europa. Os Los Chavales percorrem influências de Los Salvajes, Los Gritos, Los Bravos, Los Brincos com muito apego a clássicos brasileiros e enorme brilho em palco pela devoção à estética dos sessentas. Aclamados em festivais como o Euro Yeye e Purple Weekend, esta banda de Compostela está pronta a enamorar plateias por essa Europa fora. Haverá ainda Club Garage, apontado para a tarde e para o final da noite, associado a pratadas suculentas e apuradas até ao limite, havendo pizza mariachi - Cólera - e super chili na ementa. Toda uma conjugação de prazeres divinos.

11 de dezembro de 2013

Purple Weekend e a brutal consagração dos seus 25 anos com Black Angels, Lala Brooks e Nikki Hill

A vida é bela quando um festival oferece doses de sedução estonteantes, fazendo com que a mente viaje num recreio sem fim, invariavelmente espalhado de magia. Uma diferença perceptível graças às presenças maiores de artistas do calibre de Lala Brooks, uma das integrantes das Crystals, que passaram pelas mãos de Phil Spector e da Motown, vocalista principal nesses lendários e ainda hoje fundamentais temas: 'Then He Kissed Me' ou 'Da Doo Ron Ron', que deixaram a plateia arrepiada e petrificada com a excelência da forma e pela leveza da interpretação desta diva do soul de 66 anos, um portento de simpatia, que não deixou de provar as emoções do festival pela madrugada dentro. No seu alinhamento acabou também por entrar com um brilho inesquecível 'All or Nothing' tema popularizado pelos Small Faces, que acabaria por constituir uma estreia no seu repertório ao vivo. O Purple Weekend celebrou as bodas de prata com figuras de primeiro plano variadas, amparado por um atmosfera imbatível e irresistível, recuando num deleite constante ao que era o visual londrino dos sessentas, elevando-se a um lugar de referência da cultura mod, das lendas e das esperanças do soul, do revivalismo rhythm & blues e garajeiro. Já situado desde há muito no topo das preferências de um alargado público, que viaja de Madrid, Barcelona, Astúrias e Galiza,sobretudo, mas também de Portugal, Inglaterra ou Alemanha fascinado pelas propostas de um evento marcadamente esplendoroso e poderoso. Tudo exponenciado num cartaz altamente dourado, tratado com imenso cuidado, afinco e superior requinte, cabendo grande parte da responsabilidade a Constantino e Patrícia, inexcedíveis, agilizando recursos na ligação perfeita gerada entre todos os espaços do Purple. É uma organização de excelência que cuida dos pormenores, do melhor acolhimento dos fãs, honrando ao máximo uma festa que atravessa a cidade com recorte majestoso, que fundamenta e celebriza León como epicentro de uma adorável febre musical. Não há frio suficientemente castigador, é impossível não sentir o impacto de um festival assim,de quatro noites devoradas hora a hora, concerto a concerto, música a música. Não há como o evitar, suspira-se por mais a cada segundo, acalenta-se a comunhão de uma paixão pela pista, vendo o desfilar de bandas com olhos arrebatados pela classe suprema que emana do palco. O frio Dezembro convida visitas bem agasalhadas e essa é uma marca de estilo inconfundível no espectador do espetacular Purple Weekend, que passa durante o dia pelo delicioso e charmoso Gran Café, pelo escaldante Mongogo, pelo cirúrgico Espaço Vias. E durante a noite pelo Pavilhão CHF, onde se dá de caras com senhores e senhoras ilustres da história do rock, do mais primitivo ao mais íntimo, do mais ruidoso ao mais elegante, transportando horas mais tarde a euforia e toda a energia para a OH Leon, onde se cruza todo o mundo, rasgando pista como se não houvesse amanhã. As Allnighters continuam a ter um encanto difícil de igualar em qualquer parte do mundo, obra de um conjunto de dj's sublimes em cada escolha, levando para León as melhores coleções de 45 polegadas, que tão bem aprofundam o melhor do garage, do freakbeat e do psych, como do soul ou do rhythm & blues no andar superior. Os 25 anos do Purple foram concorridos por mais de 10 000 mil pessoas, prova do sucesso readquirido nos últimos anos por um certame erguido na cidade por altura do brilho dos Flechazos. ´
A edição de 2013 juntou ao que já é padrão do festival uma aposta pelas bandas proeminentes de um universo psicadélico, casos de Black Angels e Night Beats, que vieram a León apresentar os novos álbuns, Indigo Meadow e Sonic Bloom, respetivamente, e deixar um rasto de ruído e reverb para se perpetuar que nem um eco permanente nos ouvidos mais entretidos. Depois do show tremendo dos Night Beats com o guitarrista e ensaiar incursões pelo meio da multidão e a subir uma das estruturas metálicas do palco numa manifesta epifania auditiva e psicotrópica, o melhor estaria ainda por chegar. Os Black Angels, liderados por Alex Maas e Christian Bland, munidos de todo o seu arsenal sonoro, guitarras distorcidas e imagens projectadas na retaguarda regadas de feitiço ácido, proclamaram-se reis do psicadelismo, engatando uma sucessão de temas tocados numa perfeição notável a deixar o público espanhol pregado ao solo, estarrecido de tanta admiração, perante músicas que penetravam diretamente nas veias e fluíam na mente com uma voltagem incrível tais como Don't Play With Guns, Science Killer, Telephone, You on the Run, Indigo Meadow ou Evil Things. Uma monstruosidade de espetáculo, pela positiva, que atingiu as duas horas, preenchendo de forma superlativa todos aqueles que sejam fãs de Velvet Underdround, 13th Floor Elevators ou Spacemen 3, que abriram um caminho explorado agora com uma criatividade e pujança próprias. Os Black Angels são claramente já uma instituição à parte no rock psicadélico, credenciados por quatro brilhantes álbuns e uma inspiradora colaboração em estrada e palco em 2008 com o veterano e carismático Roky Erickson. León aplaudiu perplexa esta actuação, num fecho deslumbrante de festival no Pavilhão CHF. Antes de toda esta tempestade sonora, foi com Jeff Hershey & the Heartbeats que a festa começou, indo mais aos gosto dos amantes do rhythm & blues e rockabilly, rendidos à aceleração de um intérprete, em autêntica combustão, espalhafatoso e imparável, correndo e saltando e procurando sempre o contacto com a audiência. Semeou a loucura dentro e fora do palco, num espectáculo com raízes inegáveis em Jon Spencer & Blues Explosion, se bem que Jeff Hershey tenha tido a tentação exagerada de parar a rotação da banda em nome de trocas de impressões com o público.
Para a primeira noite, a capital leonesa vestiu-se de gala para receber a mítica Lala Brooks, que subiu ao palco na companhia dos galegos Allnight Workers e outros músicos dotados de mestria como o seu filho adotivo Yoshida, no órgão, alegadamente a mente criativa em todos os arranjos. Foi puro encanto, pura lição de elegância e vitalidade, tudo isso culminando numa excepcional visão de uma entrega apaixonante de Lala. O público esse já estava bem quentinho, após um concerto de TT Syndicate. Os portuenses libertaram o seu fragor dos sessentas e uma alma negra elevou-se durante uns 40 minutos, contagiando uma plateia ainda pouco numerosa mas já devota ao que tinha pela frente. Versões excitantes como o Fever tornaram a actuação mais suculenta embora o êxtase tenha ficado patente em No Money e Last Night, os dois temas que moram no primeiro 45 dos TT Syndicate, grupo que junta elementos dos Mean Devils, Thee Chargers ou Tornados, além de uma valiosa secção de sopro. Pelo meio apareceram em palco os The Sloths para um concerto todo ele transformado numa caixinha de surpresas. O Makin Love, um dos mais infernais temas das compilações das bandas americanas garajeiras dos sessentas, Pebbles, gerava toda a curiosidade, reduzida a migalhas face ao repertório de números não convencionais trazidos para Espanha pelo vocalista, que se vestiu de padre, imitou rituais satânicos, fez-se passar por ilusionista e percorreu o palco como louco, usando joalheiras para se fazer deslizar tal e qual um rock star mergulhado numa fita cómica. Os Sloths até entreteram numa perspetiva puramente non sense, já que musicalmente se tornaram desesperantes, extremamente desgarrados, faltando notória ligação entre o vocalista, espante-se quem quiser, também realizador de Sexta-Feira 13 (capítulo 6) e o resto da banda. Uma mancha num primeiro dia em que também pela tarde a música primou pela qualidade, a cargo dos galegos Fogbound, que deixaram pistas promissoras das suas competências mas também dos dinamarqueses The Youth. Impressionante a energia deste quarteto com expressões e movimentos peculiares, guiado por um frenesim ruidoso a fazer lembrar Masonics e tudo o que deriva de Billy Childish.
Na sexta-feira, os Limboos encheram o Gran Café logo às 15 horas e provaram ter bagagem mais que suficiente para merecer lugar no palco principal. O novo grupo galego formado por Marky e Roi, ambos dos reputados Phantom Keys, apresentou um registo de categoria ímpar de rhythm & blues, deliciando a atenta assistência, que largou cedo o conforto da cama preferindo mais um prazeroso serão musical, pese as horas impróprias até que duram as allnighters. Pela noite, haviam atracções distintas e muito distintas provaram ser. A voz colossal de Nikki Hill, talento emergente do soul, fez valer a sua fibra em palco, tributando lendas que a inspiraram de Chuck Berry a Rolling Stones, passando por Ottis Redding. Um desfile de classe assombroso de uma miúda com arcaboiço vocal para conquistar o mundo. A amostra do seu primeiro trabalho transposta para ao vivo é simplesmente irrepreensível com um indelével toque de sedução. Nikki Hill agarrou com o seu esplendor o público do Purple Weekend com total facilidade e simpatia desarmante, ao ponto dos Decibels, banda americana de power-pop, responsabilizada pelo fecho da noite, não ter em momento algum disfarçado o desconforto por uma debandada assinalável de gente. Os suecos The Most, primeiros da noite, cumpriram e deixaram um rasto de satisfação em quem se apressou por vê-los. Pelo Espaço Vias, sede do festival, albergando um mercado de roupa e outro de discos,em vinil, passaram por cada tarde duas bandas e foi lá que encerrou domingo o Purple Weeekend 2013 com os austríacos The Attention e com a banda local Karma Gurus. Mas também no sábado se viu muita qualidade, sobretudo à conta de outra banda da Áustria: Bj's New Breed. Este é um projecto paralelo dos Jaybirds, figuras incontornáveis do freakbeat europeu e já amigos de longa data deste grande festival. O Purple Weekend não teve tempos mortos, teve actividade, toda ela valiosíssima, para um desfrute intenso. Entre a rota Gran Café, Espaço Vias, Mongogo, Pavilhão CHF e Oh León se percebe a dimensão de um festival que mascara a cidade ao seu elevadíssimo bom gosto.

28 de novembro de 2013

Barreiro Rocks é festa e ponto final

Uma cidade enérgica com uma energia que contagia e vicia. O Barreiro Rocks é a explosão de uma genuína sedução pelo rock'n'roll eternamente enamorado pela interação com o público, pela selvajaria em palco e fora dele. Onde reina a comunhão por uma festa única. Volta a realizar-se em 2013, mas numa só noite, que se espera apoteótica. Dá pena que seja só uma mas fica a certeza da condensação de adrenalina, de vertigem insana, de perdição completa. Será este sábado, 30 de Novembro, no Grupo Desportivo Ferroviários. A ação vai começar com a atuação de Fast Eddie Nelson, pelas 21h30. O cartaz é quase cem por cento português, não fosse a contratação à última hora de Mark Sultan, o parceiro de King Khan na banda King Khan & BBQ Show, que assim embeleza o elenco do Barreiro Rocks, que terá ainda concertos de Xungaria do Céu, Nicotine's Orchestra, um cliente habitual do certame, Victor Torpedo Show, um projeto recente de Vitinho (Tédio Boys e Parkinsons), pela primeira vez a solo, que nos remete para a afeição ao dub e ao ska, e, finalmente, Murdering Tripping Blues. Maria P encerra as festividades com a seleção criteriosa de psych, freakbeat e garage. O bilhete está à preço altamente convidativo, 10 euros. Outra atração será a estreia nacional do documentário 'Música em Pó' de Eduardo Morais, realizador de 'Meio Metro de Pedra', que desta feita foca o seu olhar nos maiores coleccionadores de vinil do país, sem quaisquer censura de estilo. Tudo o resto é folia destravada, correria até ao petisco e um regresso a casa cheio, tão cheio de boas histórias.

19 de novembro de 2013

Death By Unga Bunga e A Boy Named Sue de regresso ao Armazém do Chá

De regresso a Portugal com datas em Lisboa, Coimbra e Porto, é já este sábado que os noruegueses Death By Unga Bunga regressam ao palco do Armazém do Chá, onde já deixaram rasto de uma festa vibrante, graças ao seu garage inspirado nas bandas lendárias dos sessentas e de vocação mais cavernosa. A banda nórdica, munida de vestimentas e instrumentos marcadamente vintage, está a apresentar o seu novo álbum You're an Animal por toda a Península Ibérica. DEATH BY UNGA BUNGA Apesar de ser um quinteto bastante jovem, ao longo dos últimos anos conseguiu conquistar o seu espaço. Centenas de intensos concertos e o álbum de estreia, Juvenile Jungle (2010), foram o suficiente para despertarem a curiosidade do público e fazer virar as atenções para a banda oriunda de Moss, Noruega. Os Death By Unga Bunga têm a música e cultura dos anos 60 como a sua maior influência. Chegam a Portugal com novo álbum, “You’re na animal”, editado em Setembro deste ano. DJ A BOY NAMED SUE Os seus sets caracterizam-se por uma forte vertente rock 'n' roll, nos quais visita sonoridades soul, funk, rhythm and blues, garage e punk rock ou new wave, uma espécie de máquina do tempo que cria laços entre os grandes clássicos e as novas tendências da música contemporânea. Playlists ou sets pré-definidos não têm espaço neste universo caracterizado por ambiestes dançaveis e festivos, intensos e imprevisíveis, recheados de hits do passado e do presente. Sinal dos tempos ou desígnio dos Deuses, A Boy Named Sue baralha e volta a dar a História da Música Popular, sem quebras de ritmo nem tiros no escuro, como só um verdadeiro mestre de cerimónias é capaz.

12 de novembro de 2013

Club Garage estreia-se nos Maus Hábitos

Rock'Roll Mariachi & Chili Fever - com Club Garage a partir das 17 horas e exibição do filme Decima Vittima, de Elio Petri com Marcelo Mastroianni, Ursula Andress e Elsa Martinelli, a partir das 21h30. Rock'n'Roll Mariachi & Chili Fever começa sábado no Maus Hábitos e em futuras datas a coisa vai ganhar brilho com concertos. Para já temos o Club Garage associado a pratadas suculentas e apuradas até ao limite, havendo pizza mariachi e super chili na ementa. E para que não vos falte nada, conforto, delírio e acomodação ao espaço haverá a exibição de um filme ao início da noite. A música a cargo de Vinnie Jones e Mojo Hannah estará omnipresente rasgando todas as fronteiras e convocando o espírito de Screamin Jay Hawkins, Little Willie John, La Lupe, não esquecendo cavalgadas psicadélicas inebriantes e autênticos furacões garajeiros. Agarrem-se à pista logo à tardinha, a partir das 17 horas, e não arredem pé em momento algum. Chega uma festa nova, absolutamente recheada de tentações. O paladar mexicano estará a degustação do freguês com a estreia de uma pizza divinal apresentada pela casa. A glória dos sessentas celebra-se tarde e noite carregando o festim com psicadelismo, exotismo e todo o desvario bandas mais obscuras, insanas e selvagens de que há memória, retratadas brilhantemente nas compilações dos Nuggets, Back from the Grave, Teenage Shutdown ou Pebbles. O deleite visual está assegurado pela exibição de um filme icónico da época, pleno de arrojo futurista. «Num futuro próximo, as guerras são evitadas com a oportunidade dada a pessoas com índole violenta de matar a outros num jogo de vida ou morte chamado 'A Grande Caçada'. A Caçada é a forma de entrenimento mais popular do mundo e atrai todo tipo de pessoas em busca de fama e fortuna. Ele é disputado em dez rodadas para cada competidor, cinco como caçador e cinco como vítima. Quem conseguir chegar ao fim e liquidar seu décimo adversário, torna-se extremamente rico, famoso e se aposenta.